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Putin obtém autorização para intervir militarmente na Ucrânia

Solicitação ao Parlamento, muito mais uma formalidade, é resposta a líderes ocidentais que haviam pedido que a Rússia respeitasse a soberania ucraniana

Por Da Redação
1 mar 2014, 13h59

(Atualizada às 18h15)

A Câmara Alta do Parlamento aprovou uma solicitação do presidente Vladimir Putin para o envio de tropas à Ucrânia. A solicitação menciona o uso das tropas “até a normalização da situação política no país”, mas não especifica a quantidade de soldados que seriam deslocados para a ação.

Segundo a rede britânica BBC, o pedido faz referência ao “território ucraniano”, sem especificar a república da Crimeia, o que indica que as tropas poderão ser enviadas a outras regiões pró-Rússia no país. O pedido, muito mais uma formalidade, sinaliza publicamente, pela primeira vez, a disposição de Putin em intervir militarmente no país vizinho. Também é uma resposta ao presidente Barack Obama, que horas antes advertiu a Rússia a respeitar a soberania da Ucrânia. Os parlamentares russos já tinham apelado para que o presidente tomasse “todas as medidas” necessárias” para conter a crise ucraniana.

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O Kremlin informou que a solicitação foi feita diante da “situação extraordinária na Ucrânia e da ameaça aos cidadãos russos”. Nos últimos dias, a Crimeia tornou-se o ponto principal de tensões no país. O território no sul da Ucrânia conta com 2 milhões de habitantes, a maioria de etnia russa, e abriga uma base naval do país vizinho. (Continue lendo o texto)

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Homens armados ocuparam sedes do Parlamento e da administração regional e içou bandeiras da Rússia no alto dos prédios. Também invadiram o aeroporto de Simferopol, capital da república autônoma, indicando que forças pró-Moscou já estavam no controle da península.

Na manhã deste sábado, o novo premiê da Crimeia declarou ser o único a ter controle dos militares e da polícia na região e pediu a Putin que ajudasse a manter a paz e a tranquilidade no território. Sergei Aksyonov também disse que um referendo sobre a independência da Crimeia será realizado no dia 30 de março.

Alerta de combate – Depois de uma reunião de mais de três horas com os chefes de segurança e defesa, o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, colocou as Forças Armadas em alerta de combate. “A intervenção militar seria o começo da guerra e o fim de qualquer relação entre Ucrânia e Rússia”. Em conversa por telefone com o premiê russo, Dmitry Medvedev, o presidente interino pediu que o país recue suas tropas para a base na Crimeia.

Em várias cidades ucranianas foram registradas manifestações pró-Kremlin neste sábado. Na Carcóvia, a segunda maior cidade do país, houve tumulto quando manifestantes levando bandeiras da Rússia tentaram ocupar o prédio da administração regional. Em Donetsk, tradicional base eleitoral do presidente deposto Viktor Yanukovich, cerca de 7.000 pessoas tentaram invadir uma sede oficial. Em Mariupol, no sudeste, centenas de pessoas cercaram o conselho da cidade.

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(Com Estadão Conteúdo)

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