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Putin e Erdogan iniciam construção da primeira central nuclear da Turquia

A usina de Akkuyu tem sido alvo de protestos por, entre outros motivos, estar sendo construída sobre uma falha geológica que causa terremotos frequentes

Por Da redação - 3 abr 2018, 19h14

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deram início às obras da primeira usina nuclear turca, aprofundando os laços entre os dois países. Em sua primeira visita ao exterior desde que foi reeleito no mês passado, Putin anunciou junto a Erdogan que a construção será feita na costa mediterrânea da Turquia, na província de Mersin.

Putin afirmou que o projeto da usina nuclear de Akkuyu, como foi batizada, é um símbolo da crescente cooperação entre a Rússia e a Turquia. “Nós enfrentamos a meta ambiciosa de lançar o primeiro reator em 2023 para coincidir com o 100º aniversário da fundação da República Turca”, disse o presidente russo durante uma cerimônia para anunciar o início das obras. “Nós concordamos com o meu querido amigo, o presidente Recep Tayyip Erdogan, em fazer todo o possível para atingir esse objetivo.”

Erdogan afirmou que a usina atenderá a 10% das necessidades de energia da Turquia, depois que todos os reatores se tornarem operacionais. “Assim, teremos tornado a nossa cesta de energia mais robusta”, comentou.

O líder turco também destacou o “grande progresso” nas relações entre os dois países nos últimos 15 anos e citou como exemplo o TurkStream, o gasoduto que está sendo construído ao longo do Mar Negro para levar gás russo à Turquia e ao sudeste da Europa.

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“Nosso objetivo é nos tornarmos uma das dez maiores economias do mundo em 2030. E, para isso, precisamos de energia”, disse Erdogan.

A usina de Akkuyu terá quatro reatores e será construída pela agência de energia nuclear da Rússia, a Rosatom. O acordo firmado entre os países previa que até 40% da obra podia ser feita por companhias turcas, mas não houve interessados. 

O projeto, estimado em 20 bilhões de dólares, foi alvo de protestos de movimentos ambientalistas, os quais alertam, entre outras coisas, que a estrutura será erguida sobre uma falha geológica que frequentemente provoca terremotos no país.

(Com Estadão Conteúdo e EFE)

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