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Putin adverte contra protestos e acusa EUA

Por Kirill Kudryavtsev 8 dez 2011, 08h24

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin declarou nesta quinta-feira que a oposição tem o direito de expressar suas opiniões, inclusive com manifestações, mas acusou o governo dos Estados Unidos de estimular os protestos e advertiu que não tolerará excessos fora da legalidade.

“Se as pessoas atuam dentro do respeito à lei, devemos conceder o direito de que expressem sua opinião”, disse Putin.

“Se alguém viola a lei, então as forças de segurança e o governo devem exigir o respeito da lei com todos os meios legítimos”, completou, antes de acusar os Estados Unidos de estimular os protestos eleitorais.

Segundo Putin, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, “autorizou certos ativistas no interior do país, deu um sinal”.

“Eles receberam o sinal e, com o apoio do Departamento de Estado, começaram a trabalhar ativamente”.

O premier disse ainda que na Rússia “ninguém quer o caos”, que segundo ele surgiu como resultado dos protestos após as eleições legislativas de domingo, nas quais seu partido Rússia Unida foi o vencedor, mas com uma considerável perda de apoio na comparação com a votação de 2007.

“Todos entendemos que uma parte dos organizadores (dos protestos) atuam de acordo com um roteiro conhecido”, disse Putin.

“Mas também sabemos que em nosso país as pessoas não querem que a situação evolua como aconteceu no Quirguistão ou como há pouco tempo na Ucrânia. Ninguém quer o caos”.

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