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Putin adia celebrações do 75º aniversário do fim da Segunda Guerra

Temendo propagação da Covid-19, o presidente russo disse que o desfile militar irá ocorrer assim que a pandemia passar

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h24 - Publicado em 16 abr 2020, 15h31

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, decidiu nesta quinta-feira, 16, adiar o desfile militar que celebra os 75 anos da vitória russa sobre a Alemanha de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, devido à pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

“Os riscos vinculados à epidemia, cujo pico não teremos alcançado, ainda são extremamente elevados, e isso não me permite autorizar os preparativos do desfile e do restante dos eventos em massa”, declarou Putin, durante um encontro com seu Conselho de Segurança transmitido pela televisão.

Comemorado todo 9 de maio, o dia da vitória das tropas soviéticas é considerada sagrado na Rússia, disse Putin. “Estamos diante de uma escolha difícil. A data de 9 de maio é sagrada para nós, mas a vida de cada pessoa não tem preço”, disse o presidente russo, acrescentando que todas as celebrações serão reorganizadas quando o vírus não for mais uma ameaça.

A decisão de adiar esse desfile ocorre três semanas após o adiamento de uma consulta popular sobre a reforma constitucional que possibilitará a Putin ficar no poder até 2036.

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Em quarentena até o dia 30 de abril, a população só têm permissão de sair de casa para comprar alimentos ou remédios, receber atendimento médico urgente, levar o cachorro para passear ou tirar o lixo de casa. Os hospitais, farmácias, bancos, supermercados, transportes públicos e restaurantes que entregam comida em casa continuam funcionando normalmente.

Mas, apesar de o governo ter instaurado a quarentena quando o total de casos estava abaixo dos 1.000, a doença se espalhou rapidamente pelo país. Nesta quinta são contabilizados 27.938 infectados e 232 mortes pelo vírus. No mundo, a cifra de pacientes passou de dois milhões de infectados, enquanto a de mortes passa de 140.000 pessoas.

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