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Pulse: um local emblemático da causa gay nos EUA

O ataque de hoje ocorre no mês do Orgulho Gay nos Estados Unidos, período no qual se multiplicam os eventos e celebrações no país

Por Da Redação 12 jun 2016, 13h43

A boate Pulse, local do massacre da madrugada deste domingo em Orlando, é uma das casas noturnas mais emblemáticas da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) nos Estados Unidos. “Um mundo de diversão e fantasia, a boate mais quente de Orlando”: assim se apresenta a Pulse em seu site, no qual há várias fotos de clientes em festa. O lugar também é conhecido por seus espetáculos de drag queens e shows de danças eróticas.

O estabelecimento foi fundado em 2004. Barbara Poma, co-fundadora e co-proprietária, decidiu criar o local em homenagem ao irmão John, que morreu em 1991, por causa da aids. Para Barbara, o objetivo da casa noturna era “despertar as consciências” para a luta da comunidade LGBT e a prevenção do vírus HIV. A Pulse está na oitava posição em uma lista com as dez melhores baladas da cidade. A boate promove, entre outros eventos, os Jogos Gay — que serão sediados em Paris, em agosto de 2018. O ataque de hoje ocorre no mês do Orgulho Gay nos Estados Unidos, período no qual se multiplicam os eventos e celebrações no país.

A Pulse é um dos cinco bares gays da cidade da Flórida, um centro para a música latina, com apresentações de drag queens, dançarinos e drinques servidos por garçons musculosos. “Esta é uma semana na qual irei a funerais. Não sei quem estava lá, mas sei que vou conhecê-los”, disse Raymond Michael Sharpe, 55, um barman em outro bar gay, que falou a funcionários e clientes da Pulse que sobreviveram ao tiroteio. De acordo com ele, Poma está viva, assim como a gerente da Pulse, Cindy Barbalock, que saiu e foi para casa. A agência Reuters tentou e não conseguiu falar com Barbara Poma por telefone neste domingo e Legler não quis conversar. Milhares de pessoas deixaram orações, pêsames e condolências na página da boate no Facebook.

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(Com agência France-Presse)

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