Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Protestos pacíficos marcam os dois meses da deposição de Mursi

Milhares de apoiadores do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana tomaram as ruas para pedir a saída imediata do governo interino do Egito

Por Da Redação 3 set 2013, 18h25

Os apoiadores do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana voltaram a tomar as ruas do Egito exatos dois meses depois do golpe que derrubou o presidente Mohamed Mursi, em 3 de julho. Desta vez, não houve confusão. Milhares de pessoas marcharam no Cairo em cidades no Delta do Nilo, no Alto Egito e no Canal Suez para protestar contra o governo interino que assumiu o país depois do golpe.

Leia também:

No Egito, cristãos e muçulmanos se unem para proteger igrejas

Os protestos liderados pela Irmandade nesta terça-feira foram movidos pelo grito de ordem “O golpe é terrorismo”, uma resposta ao governo, que diz que luta contra o “terrorismo”. Os conflitos já provocaram a morte de pelo menos 900 pessoas, a maior parte aliados do ex-presidente.

Os cânticos entoados pelos manifestantes faziam menção direta ao golpe de 3 de julho e exigiam a derrubada do gabinete apontado pelos militares. “A revolução vai continuar”, gritaram os apoiadores islâmicos aglomerados nas imediações do palácio presidencial, no Cairo. “Abaixo com o mandato militar”, completaram. Partidários da Irmandade também carregaram fotos de manifestantes mortos pela polícia nos últimos dois meses. Assim como em outras ocasiões, veículos militares permaneceram espalhados pelas cidades e bloquearam o acesso dos manifestantes a praças e pontos estratégicos.

Vídeo: Mursi será julgado por ‘incitação ao assassinato’

Censura – Após a prisão da maioria das lideranças da Irmandade sob a acusação de incitar a multidão, um tribunal egípcio ordenou o fechamento de quatro canais de televisão tidos como simpáticos a Mursi. Foram alvos da determinação o Ahrar 25, a afiliada egípcia da Al Jazeera, o Al-Quds e o Al-Yarmuk. A Al Jazeera já havia denunciado uma “campanha” contra o canal movida pelo governo interino. A pressão teria aumentado, afirmou a emissora, após a exibição de um vídeo no qual Mursi reivindicava a condição de único presidente legítimo do país.

(Com agência Reuters)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês