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Protesto por estudantes desaparecidos bloqueia aeroporto de Acapulco

Por Da Redação - 10 nov 2014, 18h27

Manifestantes bloquearam na tarde desta segunda-feira com paus e barras de ferro o acesso ao aeroporto internacional da cidade turística de Acapulco, no sul do México, em um novo protesto contra a inação do governo no caso dos 43 estudantes desaparecidos. O terminal “ficará fechado por três horas e ninguém vai entrar ou sair”, disse à imprensa local o porta-voz dos pais dos alunos desaparecidos, Felipe de la Cruz.

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Os manifestantes escreveram mensagens nas paredes do aeroporto, como ‘Todos somos Ayotzinapa’, referência ao povoado dos estudantes, no estado de Guerrero, e ‘(Enrique) Peña Nieto assassino’, dirigida ao presidente mexicano – que cumpre agenda na China.

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O bloqueio ocorreu durante uma nova passeata com milhares de estudantes e pais dos jovens para exigir das autoridades que mantenham as buscas e encontrem os alunos. Os 43 estudantes, a maioria de idades entre 18 e 21 anos, estão desaparecidos desde 26 de setembro, dia em que foram detidos por policiais e entregues ao cartel Guerreros Unidos. Segundo o testemunho de três suspeitos, os jovens foram mortos, e seus corpos, queimados em um lixão, por 14 horas, para apagar os rastros do crime.

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A procuradoria encontrou vestígios ósseos e cinzas no lixão onde os corpos teriam sido queimados. O material será analisado por um laboratório na Áustria. Até que se conheça o resultado dos testes, os estudantes têm o status legal de desaparecidos. Especialistas já advertiram que será muito difícil a identificação dos restos mortais, por sua extrema calcinação. Os familiares anunciaram na última sexta-feira que não aceitavam as explicações da procuradoria mexicana e que não cessarão os protestos até que haja provas de que seus filhos estão mortos.

(Com agências France-Presse e EFE)

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