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Prosseguem as últimas negociações por acordo global contra a mudança climática

Por Georges Gobet 9 dez 2011, 08h54

A Conferência do Clima da ONU em Durban, que termina nesta sexta-feira, se encontra num ritmo de frenéticas negociações de última hora destinadas a conseguir o apoio para um regime legal que comprometa todos os países na luta contra a mudança climática, endossado pela Europa, África do Sul e Brasil, mas ainda não pelos Estados Unidos, China e Índia.

“O acordo está ao nosso alcance”, afirmou a comissária europeia do Clima, Connie Hedegaard, que, no entanto, advertiu: se não houver progresso nas próximas horas, não haverá acordo em Durban.

O que está sobre a mesa é o plano europeu de envolver todos os países em um ‘mapa do caminho’, o cronograma que levará a um instrumento legal que incluirá todos os países na luta contra o aquecimento global do planeta e que entrará em vigor a partir de 2020.

Em compensação, a Europa oferece renovar o Protocolo de Kioto até essa data, o único acordo legalmente vinculante que obriga apenas a nações industrializadas a cortar emissões, mas cuja vigência termina em 2012.

Estados Unidos e China, os maiores emissores do planeta, não estão no Protocolo de Kioto, o primeiro porque não o ratificou e o segundo por ser uma nação em desenvolvimento.

Depois de uma reunião que terminou às 4h da madrugada desta sexta, o plano europeu recebeu o apoio de Brasil, África do Sul e 80 países entre os mais vulneráveis à mudança climática (a aliança das pequenas ilhas-estado e dos Países Menos Desenvolvidos), informou a comissária.

Falta agora o apoio dos grandes emissores do planeta, China, Estados Unidos e Índia, e de um grupo de nações em desenvolvimento que ainda não se manifestou.

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