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Proprietária de navio naufragado suspende comandante

Medida é considerada o primeiro passo para a demissão de Francesco Schettino após o acidente

Por Da Redação - 19 jan 2012, 15h56

A empresa Costa Crociere, proprietária do navio que encalhou na sexta-feira passada perto da ilha italiana de Giglio, anunciou nesta quinta-feira a suspensão do comandante Francesco Schettino. A decisão foi divulgada horas depois de uma jovem loira ter confirmado que jantava comSchettino no momento em que a embarcação colidiu contra uma rocha no mar. Em seu depoimento à Justiça, o capitão garantiu que comandava o transatlântico na hora do acidente. A suspensão é considerada o primeiro passo para sua demissão.

Entenda o caso

  1. • O navio Costa Concordia viajava com mais de 4.200 pessoas a bordo quando bateu em uma rocha junto à ilha italiana de Giglio, na noite do dia 13 de janeiro.
  2. • A colisão abriu um grande buraco no casco do navio, que encheu de água, encalhou em um banco de areia e virou.
  3. • Onze mortos foram confirmados até agora.
  4. • Os trabalhos de buscas são coordenados com a tarefa de retirar as 2.400 toneladas de combustível do navio, sob o risco de contaminação da área do naufrágio.

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O advogado da companhia, Marco de Luca, explicou que a proprietária do cruzeiro Costa Concordia acabou se tornando “parte afetada” na investigação aberta pela Promotoria de Grosseto, que acusa o capitão, atualmente sob prisão domiciliar, de homicídio culposo múltiplo, naufrágio e abandono do navio. O advogado alega que a empresa “sofreu um dano patrimonial enorme”.

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Contrariando o que havia declarado anteriormente o presidente da companhia, Pier Luigi Foschi, a empresa informou que o capitão não receberá nenhuma assistência legal. A Costa Crociere também informou que está entrando em contato com os passageiros para lhes devolver o dinheiro da compra do pacote e as demais despesas materiais decorrentes do naufrágio. O cruzeiro que levava 4.229 pessoas a bordo.

Testemunhas – Reportagem publicada no jornal La Repubblica indica que, após o momento do choque do Costa Concordia contra as pedras, em um período de uma hora e 15 minutos, Schettino contatou pelo menos três vezes o diretor de operações marinhas da empresa proprietária da embarcação, Roberto Ferrarini.

A gravação de uma conversa telefônica entre um oficial do Costa Concordia e outro da Capitania dos Portos, ocorrida meia hora depois da colisão do navio, divulgada pelo canal de televisão Sky TG24, mostra como a tripulação do cruzeiro insistia, inicialmente, que o navio havia sofrido apenas um blecaute. Já os funcionários da Capitania dos Portos ressaltavam que a polícia teria recebido uma ligação de um marinheiro do navio informando que havia um teto caído e que as pessoas a bordo estavam colocando os coletes salva-vidas.

Resgate – Após serem interrompidas na quarta-feira, as tarefas de resgate foram retomadas nesta quinta logo cedo. Foram identificados outros dois dos corpos encontrados até agora. As vítimas têm nacionalidade francesa. As buscas por desaparecidos e os trabalhos de preparação para a extração do combustível da embarcação podem ser suspensos novamente na sexta, diante da previsão de mau tempo.

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Confira, abaixo, as circunstâncias que levaram ao naufrágio do Costa Concordia:

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(Com agência EFE)

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