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Promotor do Haiti acusa Baby Doc de corrupção e roubo

‘Seu destino está agora nas mãos do juiz de instrução’, disse procurador-chefe

Por Da Redação 18 jan 2011, 20h16

Um promotor haitiano acusou formalmente nesta terça-feira o ex-ditador Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, de corrupção, roubo, apropriação indébita de fundos e de outros crimes cometidos durante seu regime, entre 1971 e 1986. Depois de 25 anos de exílio, ele voltou ao país, no último domingo.

“Seu destino está agora nas mãos do juiz de instrução. Trouxemos acusações contra ele”, afirmou o procurador-chefe de Porto Príncipe, Aristidas Auguste, à agência de notícias Reuters. As acusações devem ser investigadas pelo juiz, que decidirá se um processo judicial deve ir adiante.

As autoridades do Haiti estimam que mais de 100 milhões de dólares foram desviados de obras sociais durante os governos de Baby Doc e de seu pai, François Duvalier, conhecido como Papa Doc. Houve dilapidação sistemática das empresas do estado, com uma parte do dinheiro transferida para bancos suíços. E, mesmo anos após a queda de Baby Doc, quando o governo da Suíça tentou acelerar a devolução do dinheiro, sobretudo após o terremoto que devastou o Haiti no ano passado, houve resistência da família Duvalier.

Baby Doc, que nega todas as acusações, foi detido, nesta terça-feira, por dez policiais no hotel onde estava hospedado. O ex-ditador voltou ao Haiti de surpresa depois de 25 anos em exílio. Ele foi derrubado após uma revolta popular. A França aceitou recebê-lo, com sua esposa e seus dois filhos de forma temporária. Em 1990, o casal se divorciou. Apesar de queixas por “crimes contra a humanidade” terem sido apresentadas contra ele, o ex-presidente passou a gozar de uma aposentadoria dourada, em amplas mansões da Côte d’Azur, na França, na companhia de sua namorada atual, Veronique Roy.

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(Com agência Reuters)

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