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Promotor alemão afirma que Madeleine morreu

Justiça alemã também confirmou que suspeito pelo desaparecimento da menina em Portugal, em 2007, cumpre pena de prisão por outro crime no país

Por Da Redação Atualizado em 4 jun 2020, 11h24 - Publicado em 4 jun 2020, 10h22

A menina britânica Madeleine McCann, que despareceu aos 3 anos, em 2007, em Portugal, está morta, admitiu nesta quinta-feira, 4, o Escritório da Promotoria de Braunschweig. Um homem que está preso na Alemanha é investigado pelo assassinato.

“Assumimos que a menina está morta”, disse o promotor Hans Christian Wolters, durante entrevista coletiva. O suspeito, que tem 43 anos, está preso na cidade de Kiel, cumprindo pena por uma condenação que não foi divulgada, mas tem antecedentes de crimes sexuais, inclusive cometidos contra menores de idade. O jornal alemão Bild o identificou como Christian B..

Nesta quinta, a promotoria de Braunschweig confirmou que o homem é investigado por assassinato e, por isso, a acusação é obrigada a admitir publicamente que a menina morreu. Ainda segundo o Bild, Christian B. viveu no Algarve, em Portugal, entre 1995 e 2007, próximo da Praia da Luz, onde os pais de Madeleine jantavam com amigos no dia do desaparecimento da menina.

As investigações já confirmaram que o suspeito estava na região na época. Além disso, que ele fazia trabalhos ocasionais no setor de hotelaria no Algarve, mas possivelmente também se financiava com roubos em hotéis e apartamentos turísticos e tráfico de drogas.

Nesta quarta-feira 3, polícia do Reino Unido revelou que averiguava o envolvimento do homem preso no caso. Em 2007, o indivíduo tinha cabelo curto e loiro, era magro e media cerca de 1,82 metros de altura, segundo a corporação.

Na Alemanha, o caso foi assumido pelo Escritório da Promotoria de Braunschweig, porque a cidade na região central da Alemanha, foi a última em que o suspeito morou, antes de ser preso e enviado para penitenciária localizada em Kiel.

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Busca incessante

Investigadores de Portugal, Reino Unido e Alemanha buscam agora testemunhas que possam dar detalhes sobre o paradeiro do acusado na noite em que Madeleine desapareceu, em 3 de maio de 2007, entre 21h e 22h.

Foram divulgadas fotos de uma van Volkswagen T3 do início dos anos 80, de cores branca e amarela e com placa portuguesa, e de Jaguar modelo XJR 6, de 1993, com placa alemã. Os carros são apontados como ligados ao sequestro da menina.

A imprensa portuguesa, em maio de 2019, chegou a divulgar que um cidadão alemão, condenado pelo assassinato de três crianças, havia sido descartado como suspeito pela Scotland Yard, ainda em 2011. No entanto, o homem havia voltado a ser investigado.

Até o momento, a busca por uma solução no caso rendeu a realização de mais de 2.000 diligências policiais, 500 buscas e 12.000 páginas de processo.

Ontem, os pais da menina, Kate e Gerry McCann, expressaram no comunicado divulgado pela polícia do Reino Unido as “boas-vindas” ao novo passo aberto na investigação do caso. “Tudo o que sempre quisemos foi encontrá-la, descobrir a verdade e levar os responsáveis à justiça. Nunca perderemos a esperança de encontrar Madeleine viva, mas, seja qual for o resultado, precisamos saber e precisamos encontrar a paz”, disseram.

(Com EFE)

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