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Profissionais da saúde representam 10% de casos de Covid no mundo

Pelo menos 1.000 enfermeiros, em 44 países, morreram em decorrência da infecção causada pelo coronavírus, segundo estudo

Por Da Redação Atualizado em 16 set 2020, 09h01 - Publicado em 16 set 2020, 08h56

Cerca de 3 milhões de profissionais que trabalham no setor da saúde tiveram Covid-19, o que representa 10% dos quase 30 milhões de casos registrados em todo o mundo, segundo um estudo apresentado nesta terça-feira 15 pelo Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN), que pediu aos governos maior segurança para o setor.

Além disso, o relatório indica que pelo menos 1.000 enfermeiros, em 44 países, morreram em decorrência da infecção causada pelo vírus SARS-CoV-2, um número que, em realidade, pode ser muito maior devido à falta de informações de muitos dos sistemas de saúde.

  • O ICN, que coordena diversos organismos nacionais de enfermeiros, está a par das principais preocupações do setor durante a pandemia e ressaltou que muitos governos não priorizam a proteção dos profissionais da saúde na luta contra a Covid-19.

    Um exemplo disso é, precisamente, a falta de dados sobre como a doença afetou os trabalhadores do setor em muitos países, além da dificuldade para ter acesso a equipamentos de proteção, testes de diagnóstico e capacitação profissional para combater o coronavírus.

    O Conselho também denunciou casos de discriminação ou ataques contra estes profissionais e lamentou que em mais da metade dos países considerados no estudo, a Covid-19 não possui o status de doença ocupacional, o que dificulta o pagamento de indenizações aos funcionários e às suas famílias, em caso de afastamento das funções ou morte.

    “O estudo expõe uma fotografia de partir o coração de como enfermeiros e outros profissionais da saúde ainda estão expostos à Covid-19 e aos riscos associados à doença, que incluem casos de violência, preconceito, problemas mentais e até mesmo a morte”, declarou a presidente do ICN, Annette Kennedy, por meio de um comunicado.

    (Com EFE)

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