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Professor universitário alega que foi demitido por suspender James Franco

Nova York, 19 dez (EFE).- Um professor da Universidade de Nova York (NYU) denunciou o centro de ensino por demiti-lo após suspender James Franco ao considerar que o ator faltou muitas aulas, informou nesta segunda-feira o jornal ‘New York Post’.

José Ángel Santana decidiu dar ao ator uma nota ‘D’ (insuficiente) depois que Franco se ausentou no ano passado de 12 das 14 aulas da disciplina ‘Direção de Atores II’, parte do currículo do mestrado em Belas Artes no qual estava matriculado.

O professor, de 58 anos, afirmou ao jornal nova-iorquino que o ator, de 33 anos, reagiu à suspensão o ridicularizando em público e, em seguida, seu departamento prescindiu de seus serviços, razão pela qual apresentou um processo contra a instituição perante a Corte Suprema de Manhattan.

‘A escola fez todo o possível para criar um ambiente propício para ele, isso é certo. A NYU fez tudo o que pôde para ganhar a simpatia de James Franco’, que se ‘apossou’ da universidade para ‘servir seus propósitos’, declarou Santana ao ‘Post’.

O acadêmico garantiu que Franco atuou como um ‘rebelde que não se inteirava de nada’ em outras disciplinas, mas seus professores mesmo assim lhe deram boas notas porque sua presença nas salas de aula era um importante para promover a universidade.

Segundo o texto da denúncia citado pelo periódico, após acabar seu mestrado, Franco contratou um de seus professores, Jay Anania, para escrever e dirigir o documentário ‘William Vincent’, conduzido pelo próprio Franco e que foi apresentado na edição de 2010 do Festival de Cinema de Tribeca em Nova York.

Além disso, o chefe do departamento de pós-graduação em cinema da NYU, John Tintori, trabalhou no mesmo filme, o que, na opinião de Santana, cria um claro conflito de interesses.

Após sua passagem como estudante, Franco retornou à universidade como professor convidado de um curso sobre como adaptar poesia para curtas-metragens. EFE