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Procurador-geral dos EUA vai à Ucrânia para discutir crimes de guerra

Merrick Garland se reúne com procuradora-geral ucraniana para discutir apoio técnico, forense e legal que Departamento de Justiça dos EUA pode fornecer

Por Da Redação 21 jun 2022, 12h45

O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, fez uma visita não anunciada à Ucrânia nesta terça-feira, 21, para discutir os esforços dos americanos e países aliados para investigar e processar crimes de guerra durante a invasão da Rússia no país.

Junto à procuradora-geral ucraniana Iryna Venediktova, Garland expressou “o apoio inabalável dos Estados Unidos ao povo da Ucrânia” em meio a “uma invasão russa não provocada e injusta”.

“Estou aqui para continuar nossas discussões sobre as ações que os Estados Unidos estão tomando para ajudar as autoridades ucranianas a responsabilizar os culpados ​​pelas atrocidades, pelos crimes de guerra que o mundo inteiro viu”, disse Garland.

Os Estados Unidos, acrescentou, “estão enviando uma mensagem inconfundível: não há lugar para se esconder. Nós e nossos parceiros buscaremos todos os meios disponíveis para garantir que os culpados ​​por essas atrocidades sejam responsabilizados”.

A reunião com Venediktova deve durar cerca de uma hora, e os dois devem discutir apoio técnico, forense e legal que o departamento de Garland pode fornecer aos promotores na Ucrânia. Os dois promotores se encontraram pela última vez em maio, em Washington.

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A viagem de Garland nesta terça-feira foi parte de uma viagem previamente agendada a Paris e Varsóvia. Com sua visita, ele se torna o mais recente membro do gabinete do presidente Joe Biden a fazer uma viagem ao país devastado pela guerra. O secretário de Defesa Lloyd Austin e o secretário de Estado Antony Blinken viajaram para lá juntos em abril.

+ Crimes de guerra: Ucrânia inicia primeiro julgamento contra soldado russo

A visita de Garland ocorre depois que ele revelou em abril que o Departamento de Justiça estava contribuindo para investigações internacionais sobre supostos crimes de guerra na Ucrânia, aumentando o envolvimento dos Estados Unidos nos esforços para responsabilizar legalmente a Rússia pelas atrocidades cometidas durante sua invasão.

“Este departamento tem uma longa história de ajudar a responsabilizar aqueles que cometem crimes de guerra”, disse Garland na época, invocando seu antecessor Robert Jackson – um ex-procurador-geral do governo de Franklin Roosevelt que serviu como promotor-chefe dos Estados Unidos nos julgamentos de Nuremberg contra criminosos de guerra nazistas.

Garland falou publicamente no passado sobre seus avós, que fugiram de pogroms antissemitas na Europa Oriental no início de 1900, eventualmente encontrando refúgio nos Estados Unidos. Ex-nomeado para a Suprema Corte, Garland ganhou destaque em parte por causa de seu papel na acusação dos homens-bomba de Oklahoma City, em 1995.

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