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Procurador acusa Dirceu de comandar corrupção do mensalão

Por Da Redação
3 ago 2012, 18h21

Brasília, 3 ago (EFE).- O procurador-geral do Brasil, Roberto Gurgel, acusou nesta sexta-feira o ex-ministro José Dirceu de ‘idealizar e comandar’ a trama do mensalão entre 2003 e 2005, durante o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva

Gurgel fez essas graves acusações durante o segundo dia do julgamento que o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza contra os 38 acusados pelo caso denunciado em 2005, durante o terceiro ano de Lula no Governo.

‘Pode-se dizer sem risco de cometer nenhum equívoco que José Dirceu foi o mentor, foi quem idealizou todo o sistema ilícito e foi quem comandou as ações dos outros acusados’, declarou no Supremo o procurador, que atua no processo como parte acusadora.

‘A ascendência de Dirceu sobre todos os outros acusados foi plenamente comprovada’, disse Gurgel, sustentando que o então ‘homem forte’ do Governo Lula comandava ‘todo o esquema’ do seu escritório no Palácio do Planalto.

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‘Como poderia se imaginar que tudo isso acontecia dentro do Palácio presidencial e que as reuniões do bando eram feitas a poucos metros do gabinete do presidente da República?’, perguntou Gurgel.

Dirceu, de 65 anos, foi durante décadas um dos mais próximos ‘escudeiros políticos’ de Lula, coordenou a campanha que o levou ao poder nas eleições de 2002 e quando este assumiu o Governo se tornou o Chefe da Casa Civil, cargo de onde controlava todos os meandros do Executivo.

Renunciou a seu cargo no meio dos escândalos, dois dias depois que o então deputado Roberto Jefferson, que denunciou toda a trama, lhe pediu para deixar o Governo durante pronunciamento para a CPI que investigava o assunto.

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Além de Dirceu, respondem ao STF os ex-ministros de Comunicação Luiz Gushiken e de Transportes Anderson Adauto.

Além disso, entre os acusados há membros do PT, e de outros partidos da atual coalizão de Governo.

Entre os processados também aparecem três ex-diretores do Banco Rural e outro do Banco do Brasil, três operadores do mercado financeiro, um ex-funcionário do Ministério do Trabalho e oito empresários do ramo da publicidade.

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As acusações vão desde corrupção ativa e passiva, até desvio, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e gestão fraudulenta e, segundo os cálculos do STF, o julgamento durará cerca de um mês e a sentença será conhecida em setembro. EFE

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