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‘Prisão ou presidência’, diz opositor de Evo em meio a confrontos

"Não se dobrem, não se rendam. Somos milhares, não vamos ceder", pediu Carlos Mesa a seus apoiadores que denunciam fraude nas eleições bolivianas

Por EFE - 29 out 2019, 01h22

O opositor Carlos Mesa afirmou nesta segunda-feira que não se renderá na disputa com o presidente da Bolívia, Evo Morales, a quem acusa de fraude eleitoral para vencer em primeiro turno as eleições do último dia 20.

“Ou a prisão ou a presidência do país. Não me renderei”, disse Mesa diante de milhares de manifestantes que se reuniram em um protesto contra o governo em La Paz.

“Não se dobrem, não se rendam. Somos milhares, não vamos ceder”, pediu o opositor, que presidiu a Bolívia entre 2004 e 2005, ao concluir o discurso no evento.

Os opositores organizaram um grande protesto em uma avenida do sul de La Paz para proclamar a vitória de Mesa no pleito, considerado por eles como fraudado. Os manifestantes gritavam palavras de ordem, como “ditadura não”, e levavam bandeiras da Bolívia.

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Os protestos contra Morales se intensificaram nesta segunda-feira, apesar de simpatizantes do Movimento ao Socialismo (MAS), partido liderado pelo presidente, também terem saído às ruas da Bolívia para defender a transparência do processo eleitoral.

Morales é esperado em um protesto organizado na cidade de El Alto, a segunda maior do país, que fica na região metropolitana de La Paz.

A crise e a onda de protestos começaram há uma semana, quando o Tribunal Supremo Eleitoral divulgou resultados preliminares, posteriormente confirmados, que indicavam a vitória de Morales em primeiro turno.

Mesa, alguns países da região, como Brasil, Argentina, Colômbia e Estados Unidos, e a Organização de Estados Americanos (OEA) exigem a realização de um segundo turno para afastar qualquer suspeita de fraude no pleito. A Bolívia negocia com a OEA a possibilidade de auditar os resultados das eleições.

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Houve confrontos em algumas das manifestações de hoje. Em Santa Cruz de la Sierra, 30 pessoas ficaram feridas em uma confusão envolvendo simpatizantes e opositores de Morales. Uma delas teria sido baleada e está em estado crítico no hospital.

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