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Príncipe saudita: ‘alguém no Irã vai ter que pagar pelo complô nos EUA’

Por Amer Hilabi 12 out 2011, 11h55

O príncipe Turki al Faisal, ex-chefe dos serviços secretos sauditas, declarou nesta quarta-feira, em Londres, que as provas de que o Irã está por trás do complô de Teerã para assassinar o embaixador saudita em Washington são contundentes e que “alguém no Irã vai ter que pagar”.

“As provas são contundentes e mostram claramente a responsabilidade oficial iraniana”, afirmou o príncipe Al Faisal, ex-embaixador nos Estados Unidos e Reino Unido, em uma coletiva sobre petróleo.

“Alguém no Irã terá de pagar, independente do nível a que pertença, por este ato tão criminoso que é indescritível”, acrescentou.

Os Estados Unidos acusaram nesta terça-feira o Irã de tentar assassinar o embaixador saudita em Washington através de um complô no qual um agente secreto americano no México se passou por um narcotraficante para realizar o atentado.

Mansor Arbabsiar, um iraniano de 56 anos naturalizado americano, foi detido no dia 29 de setembro ao voltar do México após realizar várias reuniões com esse falso narcotraficante, informou o procurador-geral americano, Eric Holder, em uma coletiva de imprensa.

Outro iraniano, Gholam Shakuri, membro do grupo de elite militar Al-Qods, com base no Irã, permanece foragido, explicou Holder.

Os dois agentes prepararam um atentado que poderia ter terminado com a explosão de uma bomba em Washington, informou o procurador-geral.

O presidente Barack Obama estava ciente desta tentativa desde junho.

O complô foi “concebido, financiado e dirigido a partir do Irã”, insistiu o procurador-geral.

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