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Príncipe Harry revela abuso de álcool e drogas para aliviar morte de Diana

Duque de Sussex disse ter se entorpecido para lidar com pressões da vida real, em meio a ataques de pânico e crises severas de ansiedade

Por Da Redação Atualizado em 21 Maio 2021, 21h43 - Publicado em 21 Maio 2021, 12h03

Em uma nova entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, o príncipe Harry afirmou que abusou do álcool para aliviar a dor da morte de sua mãe, a princesa Diana, em 1997, e acusou a família real britânica de negligenciar ele e sua esposa, Meghan Markle, enquanto ela cogitava suicídio.

Harry, agora com 36 anos, falou sobre o trauma de perder a mãe em um acidente de carro em Paris e de ter encarado aos 12 anos o enterro de sua mãe sob o olhar da mídia mundial. As declarações são parte de uma entrevista a uma série da plataforma Apple TV sobre saúde mental na qual Harry foi co-criador e produtor-executivo do programa junto com Oprah.

“Eu provavelmente beberia o equivalente a uma semana em um dia de sexta-feira ou sábado à noite e me pegaria bebendo não porque estava gostando, mas porque estava tentando mascarar algo”, disse o duque de Sussex. 

Harry também acrescentou que usou drogas para lidar com as pressões da vida real durante seus 20 e 30 anos, quando lidava com ataques de pânico e crises severas de ansiedade.

Segundo ele, a perda da própria mãe acentuou o medo de perder sua própria esposa, Meghan, quando ela lutou contra pensamentos suicidas.

“O que a impediu foi pensar o quão injusto seria para mim, depois de tudo o que tinha acontecido com minha mãe, ser colocado em uma posição de perder outra mulher em minha vida, com um bebê dentro dela, nosso bebê”, afirmou. “Eu me senti completamente desamparado. Achei que minha família iria ajudar, mas cada pedido acabava sendo recebido com total silêncio ou total abandono.”

  • As repetidas críticas pública de Harry e Meghan à família real, feitas em uma bombástica entrevista também concedida a Oprah, criaram uma crise de relações públicas para a monarquia. As alegações do casal real, particularmente sobre questões raciais e de saúde mental, levaram a pedidos de investigação pelo palácio, mas uma declaração da rainha indica que o caminho a seguir será afastado dos holofotes – como a família real costuma operar.

    Uma das acusações mais polêmicas foi que um membro da família real havia expressado preocupação sobre a cor da pele do filho do casal, Archie, antes que ele nascesse. Segundo Oprah, que faturou 40 milhões de reais com o furo, Harry teria dito que não era a rainha ou o príncipe Philip.

    Meghan, filha de mãe negra e pai branco, foi a primeira mestiça a compor o time sênior da realeza britânica. A duquesa de Sussex sugeriu que o fato de Archie ser mestiço foi pretexto para que ele não tivesse título de príncipe, e a subconsequente proteção de agentes de segurança que acompanha o título. Durante a entrevista, a duquesa também disse que “não queria mais estar viva” e que havia pensado em suicídio por conta do assédio da mídia e da vida no palácio. Ela disse que pediu ajuda da “instituição”, que lhe foi negada.

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