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Príncipe Harry dá seu ‘jeitinho’ para não fazer feio no rugby

Na manhã deste sábado, ele jogou um de seus esportes favoritos com crianças do Morro do Cantagalo e se arriscou no vôlei de praia no Aterro do Flamengo

Por Pollyane Lima e Silva, do Rio de Janeiro - 10 mar 2012, 11h37

O jogo era só para entreter e marcar a presença do príncipe Harry no Great Sports Day, um dia esportivo para marcar a campanha que destaca a parceria entre Brasil e Grã-Bretanha. Na areia do Aterro do Flamengo, duas potências: o vôlei de praia brasileiro e o rugby britânico. Mas o espírito competidor do jovem da realeza não passou despercebido. Lamentando a cada oportunidade perdida e aplaudindo todos os pontos, o perfil diplomático cedeu lugar ao esportista na manhã deste sábado. E assim como na Jamaica – onde queimou largada para vencer uma corrida contra o homem mais rápido do mundo, Usain Bolt -, no Rio de Janeiro ele também usou algumas artimanhas.

Às 9 horas em ponto do seu segundo dia de visita ao Brasil, o príncipe chegou ao local onde crianças do Morro do Cantagalo o aguardavam para uma apresentação de rugby – logo após participar de uma corrida de 1,6 quilômetro. Sua participação estava em aberto, informaram antes os organizadores, e ele só participaria caso se sentisse à vontade – e ele se sentiu. Descalço, vestindo calça preta esportiva e camiseta branca, Harry rapidamente tirou os óculos e se posicionou do lado do time vermelho. Pegou a bola, correu e até chegou a fazer um ponto (ou try, nos termos do jogo), mas logo o narrador da partida avisou: “Try do príncipe não conta”. Nem por isso, ele se intimidou. Jogou-se na areia, pediu a bola algumas vezes e tentou até coordenar o jogo.

Para os pequenos com idades entre 9 e 15 anos, ele parecia um jogador normal: não teve privilégios nem foi favorecido nos passes. E nas vezes em que ficou meio esquecido, no fundo da zona de jogo, decidiu ajudar na defesa, sem levar a sério a modalidade que se jogava no momento – sem contato. Harry pegava no colo e puxava as camisetas das crianças do time adversário, de cor azul, para impedir que elas tocassem na bola. Todos caíam na risada. “Você viu? Ele puxou minha camiseta”, disse Yago de Souza, de 9 anos, um dos alvos preferidos do príncipe. “Ele me agarrou também, mas consegui pegar no pé dele e fazer o ponto”, contou Caio Cesar Moura, de 10 anos.

Wayne Morris, grande estrela do rugby britânico que veio ao Brasil especialmente para esse trabalho, gostou da partida e principalmente da participação das crianças que, em sua maioria, faziam sua estreia no esporte. “Eles são muito rápidos. O Brasil tem uma energia e uma cultura muito forte para praticar esportes. Com certeza, temos novos talentos do rugby aqui”, comentou, depois da partida. Harry também gostou do que viu e presenciou. Saiu sorrindo, suado e com as bochechas tão coradas quanto a cor do time que defendia. O grupo azul claramente fez mais pontos – apesar de todas as investidas do príncipe. Mas, no fim, nenhum placar foi confirmado.

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Vôlei – Logo em seguida, em uma participação mais breve em um dia de sol escaldante, Harry arriscou-se no vôlei de praia. Agora de boné e com uma camiseta verde e amarela com seu nome escrito nas costas, ele jogou no time da hexacampeã mundial, Adriana Behar, e depois com adolescentes. Em ambos os casos, a cada toque seu na bola, o destino quase sempre era a rede. No primeiro – e único – ponto que fez, foi ovacionado. Desta vez, não era “café com leite”. “Mas ele só sabe jogar rugby mesmo”, conclui uma espectadora.

Vôlei de praia: Harry jogou de boné e camiseta verde e amarelo Vôlei de praia: Harry jogou de boné e camiseta verde e amarelo

Vôlei de praia: Harry jogou de boné e camiseta verde e amarelo /

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