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Príncipe Andrew diz estar ‘abalado’ após envolvimento em caso Epstein

Vídeo que mostra o filho da rainha Elizabeth II na mansão do bilionário acusado de tráfico sexual de menores reacendeu debate sobre a relação entre os dois

O príncipe Andrew, duque de York e terceiro filho da rainha Elizabeth II, negou as acusações de que poderia estar ligado aos casos de abuso sexual cometidos pelo empresário americano Jeffrey Epstein e afirmou ter ficado “abalado” com as recentes revelações sobre o caso.

Em um comunicado publicado nesta segunda-feira, 19, o Palácio de Buckingham tentou explicar as imagens de 2010 publicadas no domingo 18 pelo tabloide Daily Mail, nas quais Andrew é visto dentro da mansão de Nova York do empresário americano.

Nas filmagens, o príncipe ainda foi flagrado se despedindo de uma jovem que deixa o local, pouco depois de Epstein sair da casa com uma adolescente.

Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi encontrado morto em uma cela enquanto aguardava um julgamento pelas acusações de tráfico sexual de menores. O FBI investiga agora se o caso foi, de fato, um suicídio, como era apontado inicialmente.

“O duque de York ficou horrorizado e abalado com as recentes publicações sobre os supostos crimes de Jeffrey Epstein”, afirmou a nota.

“Sua alteza real rejeita a exploração de qualquer ser humano e sugerir que ele perdoaria, participaria ou encorajaria qualquer conduta desse tipo é horroroso”, acrescentou a residência real britânica.

Capa do jornal ‘The Mail on Sunday’ de 18 de agosto de 2019

Capa do jornal ‘The Mail on Sunday’ de 18 de agosto de 2019 (Mail on Sunday/Reprodução)

Há duas semanas, um dia antes de Epstein ser encontrado morto, milhares de documentos relacionados a suas denúncias foram tornados públicos — entre eles um processo movido por Virginia Roberts Giuffre contra o duque de York.

A jovem afirma que Epstein e pessoas próximas a ele a coagiram para que tivesse relações sexuais com o príncipe Andrew. Ela tinha 17 anos na época.

Além disso, os documentos também citam Johanna Sjoberg, que acusa o príncipe de ter tocado em seus seios em uma festa em 2001, quando ela tinha 21 anos. A mulher afirma que o incidente teria acontecido quando ela foi obrigada a sentar em seu colo para tirar uma foto.

Logo após a revelação dos documentos, o Palácio de Buckingham divulgou um primeiro comunicado no qual negava “categoricamente” as acusações de abuso sexual contra o príncipe.

“As alegações feitas são falsas e sem qualquer fundamento”, diz a nota.

Estas não foram as primeiras ocasiões em que o relacionamento entre Epstein e o príncipe Andrew abalaram a família real britânica. Os dois se conheceram nos anos 1990, por meio de uma amiga em comum chamada Ghislaine Maxwell, filha de Robert Maxwell, um bem-sucedido empresário da área do jornalismo.

Nos anos posteriores, foram vistos tirando férias nos mesmos lugares e em alguns encontros. O príncipe chegou, inclusive, a convidar Epstein à casa de campo da família real britânica em Sandringham e ao Castelo de Windsor.

Depois que o magnata foi julgado em 2008 e deixou a prisão em 2010, eles foram fotografados juntos em Nova York, o que obrigou o príncipe a pedir desculpas, a declarar que tinha rompido sua relação com o acusado e a renunciar ao seu cargo de representante do Reino Unido para o Comércio Exterior.

Epstein também foi fotografado frequentemente junto com outros famosos e políticos, como o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o atual líder do país, Donald Trump.

(Com EFE)