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Primeiro-ministro peruano renuncia e desencadeia reforma no gabinete

Com popularidade em queda, presidente Martín Vizcarra deverá substituir pelo menos sete de seus principais colaboradores no governo

O primeiro-ministro do Peru, César Villanueva, apresentou sua renúncia ao cargo, que já foi aceita pelo presidente, Martín Vizcarra, nesta sexta-feira, 8. O motivo não foi mencionado, mas estaria ligado à queda da popularidade do governo de Vizcarra e à consequente necessidade de mudar os titulares de pelo menos sete ministérios.

A nota oficial limita-se a informar que Vizcarra “agradece profundamente” o trabalho realizado por César Villanueva e que o ex-primeiro-ministro deu “impulso às políticas de Estado do atual governo em prol do desenvolvimento do país”.

O anúncio da saída de Villanueva acontece um dia depois da divulgação da pesquisa de opinião da Datum Internacional pelo jornal Perú 21. Os resultados mostram queda da popularidade de Vizcarra de 63%, em fevereiro, para 56%, em março. A desaprovação do presidente aumentou de 32% para 36%. Ele comanda o país desde abril passado, quando sucedeu Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou por envolvimento em um escândalo de corrupção.

A redução da aprovação de Vizcarra foi associada às fortes críticas que ele recebeu por sua viagem à Espanha no final de fevereiro, quando o país foi atingido por fortes inundações. Vizcarra antecipou seu regresso e visitou as áreas devastadas pelas águas. Mas políticos opositores e até mesmo vinculados ao governo assinalaram a necessidade de reforma no gabinete e sublinharam as poucas aparições públicas de Villanueva.

A última apresentação oficial do primeiro-ministro ocorreu nesta quinta-feira 7 no plenário do Congresso, onde fez um balanço das leis e das ações contra a violência machista, um dos principais eixos do governo.

Reforma ministerial

Em cerimônia pelo Dia Internacional da Mulher, Vizcarra afirmou que a presença feminina no seu gabinete de ministros deve aumentar “até chegar à paridade” de gênero.

“Aqui temos mulheres, as ministras do Meio Ambiente, da Saúde, da Mulher, de Trabalho, Desenvolvimento e Inclusão Social. São cinco ministras no gabinete, deve haver mais e vai haver mais. Temos que aumentar até chegar à paridade”, ressaltou.

Após a confirmação da renúncia de Villanueva, a ministra da Mulher, Ana María Mendieta, declarou que todos os ministros puseram seus cargos “à disposição” do presidente, tal como indica a legislação peruana, para que este determine as mudanças que fará em seu governo.

(Com EFE e Reuters)