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Primeiro-ministro da Suécia renuncia após derrota apertada para oposição

Bloco de centro-esquerda liderado por Magdalena Andersson conquistou 176 das 349 cadeiras do Parlamento, contra 173 da aliança de Ulf Kristersson

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2026, 15h12
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O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 17, após a conclusão da apuração das eleições parlamentares realizadas no domingo. O bloco de centro-esquerda liderado pelos social-democratas de Magdalena Andersson conquistou 176 das 349 cadeiras do Parlamento, apenas três a mais que a aliança de centro-direita de Kristersson, que obteve 173.

Kristersson, que ocupava o cargo desde 2022, entregou sua carta de renúncia ao presidente do Parlamento após a divulgação do resultado final. “Agora cabe ao presidente do Parlamento liderar os próximos passos no processo de formação de um novo governo”, afirmou o premiê em uma publicação na rede social X. O resultado ainda precisa passar pela certificação formal das autoridades eleitorais.

A vitória abre caminho para o retorno de Magdalena Andersson ao cargo de primeira-ministra. Ela foi a primeira mulher a comandar o governo sueco, em 2021, e deixou o posto no ano seguinte, após a vitória da coalizão de direita nas eleições de 2022.

Em discurso após o resultado, Andersson afirmou que a Suécia entrará em uma “nova era” e sinalizou uma mudança de direção após quatro anos de políticas mais rígidas de imigração e segurança. Durante o governo Kristersson, o país endureceu regras migratórias e ampliou medidas de combate ao crime.

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Formação do novo governo

Apesar da vitória nas urnas, Andersson ainda terá de negociar para formar o próximo governo. O bloco de centro-esquerda reúne Social-Democratas, Partido da Esquerda, Partido do Centro e Partido Verde, mas há divergências entre as legendas.

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O Partido do Centro já afirmou que não pretende integrar uma coalizão que inclua o Partido da Esquerda, o que pode dificultar a composição de um gabinete. Os social-democratas iniciaram conversas com outras siglas da oposição, mas ainda não está definido como será estruturada a nova maioria.

Caso Andersson não consiga formar um governo, os partidos de direita poderão tentar construir uma nova maioria no Parlamento. O processo pode levar semanas. Se quatro candidatos indicados para o cargo de primeiro-ministro forem rejeitados pelos parlamentares, uma nova eleição deverá ser convocada.

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Recuo da direita

O resultado também representa um revés para os Democratas Suecos, partido anti-imigração que vinha ampliando sua influência na política nacional e apoiava o governo de Kristersson. A legenda registrou sua primeira queda na participação dos votos desde que entrou no Parlamento, em 2010.

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A eleição foi marcada por uma disputa especialmente apertada. A diferença entre os dois grandes blocos ficou em apenas três cadeiras no Parlamento, que possui 349 assentos. A autoridade eleitoral sueca destaca que os resultados só se tornam oficiais após a conclusão da contagem e das verificações dos votos.

A formação do próximo governo, portanto, dependerá agora das negociações conduzidas no Parlamento.

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