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Primeiro-ministro da Síria desertou para a Jordânia

Nomeado há menos de dois meses, Riad Hijab é o mais graduado membro do regime de Bashar Assad a abandonar o país desde março de 2011

Por Da Redação 6 ago 2012, 07h43

O primeiro-ministro da Síria, Riad Hijab, desertou para Jordânia junto com sua família, informaram nesta segunda-feira a CNN e a BBC, baseadas em denúncia do opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Inicialmente, a TV estatal síria havia divulgado que Hijab havia sido destituído – e o nome do engenheiro Omar Galauanyi foi apontado como o de seu substituto provisório. O governo jordaniano, no entanto, confirmou que o primeiro-ministro realmente havia desertado.

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Nomeado há menos de dois meses, Hijab é o mais graduado aliado de Bashar Assad a desertar desde o início do levante, em março de 2011. O porta-voz de Hijab, Mohammed Aetri, afirmou ao canal de TV Al Jazeera que o primeiro-ministro conseguir fugir em “uma complicada operação com ajuda do Exército Livre Sírio”. Em comunicado lido por Aetri, Hijab diz que se desligou do “regime assassino e terrorista” e que se uniu ao “grupo da revolução da liberdade e dignidade”. “Anuncio que, a partir de hoje, sou um soldado nesta abençoada revolução”. Existe a expectativa de que Hijab conceda uma entrevista coletiva ainda nesta segunda-feira.

Outros ministros – O Exército Livre Sírio (ELS) garantiu que outros três ministros do governo sírio desertaram e fugiram para a Jordânia junto com Riad Hijab, segundo a Agência Efe. Fahd Al-Masri, conselheiro de informação do ELS, não revelou as identidades dos desertores. Segundo ele, há outros funcionários do regime, entre eles oficiais da Guarda Presidencial, à espera do momento para escapar do país.

A perda de Hijab é mais uma importante baixa no regime de Assad. Além das deserções crescentes, no mês passado um atentado a um prédio do governo deixou mortos quatro membros do governo, incluindo dois ministros.

Ainda nesta segunda-feira, um atentado com explosivos atingiu a sede da rádio e TV oficial síria, em Damasco. Pelo menos três pessoas ficaram feridas. Apesar dos anos, a programação não chegou a ser interrompida.

(Com agência Efe)

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