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Primeiro-ministro da Líbia é libertado após sequestro

Ali Zidan havia sido detido por um grupo armado ligado ao Ministério do Interior

Por Da Redação 10 out 2013, 07h32

Horas depois de ter sido sequestrado por uma milícia armada em Trípoli, o primeiro-ministro da Líbia Ali Zidan foi libertado na manhã desta quinta-feira, anunciou a televisão estatal do país. O breve comunicado oficial informa que o premiê não está ferido, mas não dá mais detalhes sobre o fim do sequestro.

Ali Zidan foi levado do hotel onde estava hospedado por homens armados nesta madrugada. Um grupo conhecido como Centro de Operações dos Revolucionários Líbios assumiu a autoria do rapto, alegando que estava prendendo o premiê por “corrupção”. O bando acusa Ali Zidan de ter sido conivente com a operação militar americana que prendeu um líder da Al Qaeda no território líbio no último sábado – ação que enfureceu militantes islâmicos do país.

Uma das inúmeras milícias que atuam no país desde a queda de Muamar Kadafi, o grupo tem ligações com o Ministério do Interior, em um exemplo da nociva convivência dos bandos armados com o poder oficial líbio. Relatos da imprensa local apontam, inclusive, que, durante a curta detenção, Ali Zidan foi mantido na sede do ministério. Os rebeldes alegam que agiram de acordo com a lei do país, mas o Ministério da Justiça diz que não havia nenhum mandado contra o primeiro-ministro.

Milícias – Líder de um governo frágil e instável, o muçulmano moderado Ali Zidan ocupa o cargo de primeiro-ministro desde outubro de 2012, quando teve o seu nome aprovado pelo Parlamento do país. Desde a queda de Muamar Kadafi, há dois anos atrás, a Líbia tenta controlar a atuação das milícias armadas, que ajudaram a derrubar o ditador líbio, mas se recusam a abdicar do poder conquistado com a força.

Numerosos, os grupos armados – muitos deles ligados ao extremismo islâmico – controlam partes do país e frequentemente promovem ações para intimidar e sabotar o frágil governo.

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