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Primeiro-ministro da Coreia do Sul apresenta renúncia

Chung Hong-won abriu mão do cargo por se sentir culpado pela ineficiência do governo em conduzir a crise deflagrada pela balsa naufragada que deixou mais de 300 mortos e desaparecidos

Por Da Redação 26 abr 2014, 23h12

O primeiro-ministro da Coreia do Sul, Chung Hong-won, apresentou renúncia ao cargo nesta noite de sábado, manhã de domingo no país asiático, informou o canal de notícias americano CNN. Ao oferecer o posto, Hong-won declarou que se sente responsável pela ineficiência do governo sul-coreano em conduzir a crise deflagrada pelo acidente com uma balsa que deixou mais de 300 pessoas mortas e desaparecidas no último dia 16 no sudoeste do país. Segundo a CNN, Hong-won acredita que as críticas são merecidas e, por isso, já havia manifestado anteriormente o desejo de deixar o cargo, mas declarou que até então seu foco era encontrar sobreviventes. “O melhor que eu tenho a fazer é assumir a responsabilidade e renunciar”, declarou Hong-won, de acordo com a agência de notícias local Yonhap News.

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A embarcação tinha 470 pessoas a bordo quando emitiu um sinal de socorro pouco depois das 9h (21h de Brasília) do último dia 16 a cerca de 20 quilômetros da ilha de Byungpoong, no sudoeste da Coreia do Sul. Dos 476 passageiros do navio, 325 seriam estudantes que realizavam uma viagem escolar para um resort na ilha de Jeju, ao sul da península coreana.

Prisões – O capitão da embarcação Lee Joon-Seok, 69 anos, permanece detido por ser acusado de cinco crimes, incluindo negligência e violação do direito marítimo. Pelo mesmo motivo, na quinta-feira passada, a Procuradoria-Geral da Coreia do Sul acusou de homicídio onze dos quinze membros da tripulação resgatados. Os procuradores acham que os tripulantes não fizeram qualquer operação de salvamento: protegeram-se na cabine enquanto esperavam para ser resgatados pela Guarda Costeira, informou a emissora sul-coreana Arirang.

Joon-seok e a maioria dos 28 membros da tripulação abandonaram a embarcação antes do naufrágio, quando centenas de passageiros estavam presos, o que provocou a indignação das famílias das vítimas.

Um dos sobreviventes, o vice-diretor da escola onde os alunos estudavam, ao sul de Seul, foi encontrado morto, um caso aparente de suicídio.

Um suboficial, e não o capitão, pilotava a balsa no momento da tragédia. “Era o terceiro-tenente que estava no comando no momento do acidente”, declarou o procurador-geral Park Jae-eok, em entrevista coletiva. O capitão não estava no leme, mas sim na popa, acrescentou o procurador.

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