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Primeira-ministra da Suécia é eleita pela segunda vez após renunciar

Magdalena Andersson deixou o comando do país após impasse sobre o orçamento

Por Ernesto Neves Atualizado em 29 nov 2021, 13h27 - Publicado em 29 nov 2021, 12h06

O Parlamento da Suécia elegeu nesta segunda-feira (29) a líder do partido Social-Democrata, Magdalena Andersson, para o cargo de primeira-ministra do país.

Esta é a segunda vez em cinco dias que Andersson, ex-ministra das Finanças do país, é escolhida para o cargo.

No última semana, ela já havia sido a mais votada, tornando-se a primeira mulher a assumir o comando da Suécia.

Mas renunciou horas depois devido a um impasse na votação para o novo orçamento da Suécia.

Desta vez, Andersson recebeu 101 votos a favor, 173 votos contrários e 75 abstenções.

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Pela legislação sueca, o governo é aprovado se a maioria absoluta, ou 175 parlamentares, não votar contra a candidatura. Agora, ela terá de fazer um governo de minoria, formado apenas por seu partido.

Andersson sucede o ex-premiê Stefan Löfven, que renunciou após de sete anos no cargo. Ele havia preparado uma coalizão minoritária para sucedê-lo com a ajuda dos Verdes e dos partidos de centro e esquerda.

A coalização, porém, não resistiu à uma votação sobre o próximo orçamento.

Agora, Andersson precisará governar com a ajuda de outros partidos, inclusive de oposição.

Além disso, terá como desafio manter o Partido Social-Democrata no poder até as próximas eleições legislativas, marcadas para acontecer em setembro de 2022. No momento, a legenda sofre recorde de rejeição entre os suecos.

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