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Primeira-ministra da Nova Zelândia admite que já fumou maconha

Os neozelandeses vão às urnas em 17 de outubro para eleger seus parlamentares e também para votar em um referendo sobre a legalização da cannabis

Por Caio Mattos Atualizado em 1 out 2020, 16h24 - Publicado em 1 out 2020, 16h20

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse em um debate eleitoral nesta quarta-feira 30 que já experimentou maconha pelo menos uma vez “há muito tempo”. Ardern é a favorita nas pesquisas e deve se manter no poder após as eleições, que serão realizadas em 17 de outubro junto a um referendo sobre a legalização da cannabis.

“Sim, eu usei há muito tempo”, disse a premiê ao ser questionada pelo moderador, o jornalista Patrick Gower, sobre o tema. A resposta de Ardern foi recebida com um aparente espanto por Gower, que ficou por quase dois segundos sem reação, e com alguns aplausos do público presente.

O moderador tinha feito a mesma pergunta pouco antes para a principal rival de Ardern, a líder do Partido Nacional, Judith Collins, que enfatizou um “não”. Na sequência, Ardern e Collins foram questionadas sobre como elas votarão no referendo de legalização da droga: a opositora disse ser contra legalizá-la, enquanto que a premiê se recusou a opinar.

Especialistas de centros de estudo de saúde das cidades de Christchurch e Dunedin estimam que 80% dos neozelandeses já fumaram maconha pelo menos uma vez antes de chegarem aos 21 anos de idade.

Além das eleições parlamentares e do referendo da cannabis, os neozelandeses também votarão em 17 de outubro sobre a legalização da eutanásia voluntária.

Corrida eleitoral

Ardern e o seu Partido Trabalhista lideram as pesquisas eleitorais desde o início da corrida, mas estão em uma recente queda. Até meados de setembro, segundo as pesquisas eleitorais da emissora 1 News com o instituto de pesquisa Colmar Brunton, o Partido Trabalhista sempre teve pelo menos 50% das intenções de voto.

  • Os resultados eram expressivos, pois, em sua maioria, apontavam cenários em que Ardern poderia governar com maioria absoluta no Parlamento, algo inédito para o atual sistema eleitoral neozelandês, em vigor desde a década de 1990 — atualmente os trabalhistas comandam uma coalizão com um pequeno partido populista e nacionalista chamado New Zealand First.

    Porém, entre julho e a última pesquisa eleitoral da 1 News, divulgada na segunda-feira 28, o Partido Trabalhista caiu de 53% para 47% das intenções de votos, indicando que Ardern talvez continuará a depender de uma coalizão, provavelmente com o ascendente Partido Verde (7%).

    O Partido Nacional está em segundo, com 33% das intenções de voto.

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