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Preso há mais tempo no corredor da morte é executado nos EUA

Brandon Astor Jones ficou 37 anos no corredor da morte pelo assassinato de um funcionário de um posto de gasolina em 1979

O prisioneiro mais velho do corredor da morte do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, Brandon Astor Jones, de 72 anos, foi executado nesta quarta-feira com uma injeção letal. Sua equipe de advogados já havia realizado várias tentativas de deter ou adiar o cumprimento da pena de morte, mas não tiveram sucesso.

O prisioneiro permaneceu quase 37 anos no corredor da morte após ser condenado à pena capital pelo homicídio em 1979 de Roger Tackett, gerente de um posto de gasolina no condado de Cobb. Jones e seu então chefe em uma empresa de pintura, Van Roosevelt Solomon, planejaram roubar o posto de gasolina em que Tackett, de 35 anos, trabalhava. Van Roosevelt também foi condenado à pena de morte pelo crime e executado na cadeira elétrica em 20 de fevereiro de 1985. Um juiz federal ordenou em 1989 que Jones tivesse um novo julgamento, no qual ele foi condenado de novo à pena capital, em 1997.

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Os advogados de Jones interpuseram sem sucesso uma ação de último minuto no Suprema Corte dos EUA para pedir que a execução fosse cancelada, argumentando que a condenação era “desproporcional”. Também questionaram a política de “sigilo” das drogas utilizadas na injeção letal. A Junta de Liberdade Condicional da Geórgia, única entidade no Estado com o poder de dar clemência a um condenado à pena de morte, negou na segunda-feira o pedido.

A execução de Jones estava prevista para as 19h (21h em Brasília) de terça-feira na prisão estadual de Jackson, mas atrasou até as 00h46 (2h46) dessa quarta-feira. O prisioneiro abriu mão de escolher sua última ceia e foi servido o menu comum da cadeia: frango, arroz, feijão, pão de milho, verduras e suco de frutas, de acordo com o Departamento de Correções da Geórgia.

A Geórgia executou cinco dos 28 réus que foram mortos nos EUA em 2015, entre eles a primeira mulher executada em sete décadas no Estado, de acordo com o Centro de Informação sobre a Pena Capital (DPIC). Desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu a pena capital em 1973, foram executados 60 homens e uma mulher na Geórgia e Jones foi o 38º a morrer por injeção letal.

(Com agência EFE)