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Presidente ucraniano diz que Chernobyl é um desafio global

No aniversário de 25 anos da tragédia, Victor Yanukovich afirma que Ucrânia não está sozinha na luta contra os efeitos do vazamento radioativo

Por Da Redação 26 abr 2011, 05h47

“Antes de 26 de abril de 1986, o mundo tinha uma ilusão de segurança. Depois dessa data, já ninguém pode ter garantias de segurança no amanhã”, disse o presidente ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Victor Yanukovich, afirmou nesta terça-feira que a catástrofe nuclear de Chernobyl é um “desafio de magnitude planetária” ao qual só pode haver uma resposta com a comunidade mundial unida, em mensagem à população por ocasião do 25º aniversário da tragédia.

“A Ucrânia esteve muito tempo praticamente só frente à tragédia de Chernobyl. Felizmente, hoje não estamos sós”, ressaltou o chefe de Estado. Yanukovich indicou que há um quarto de século existe uma “medida terrível do tempo: antes e depois de Chernobyl”.

“Antes de 26 de abril de 1986, o mundo tinha uma ilusão de segurança. Depois dessa data, já ninguém pode ter garantias de segurança no amanhã. Os eventos na central japonesa de Fukushima confirmaram esta amarga verdade”, ressaltou.

O presidente ucraniano prestou homenagem àqueles que morreram na tentativa de conter a radiação após o acidente. “Lembramos os bombeiros, os policiais, os militares, os pilotos, os trabalhadores… Os heróis que nos primeiros dias chegaram a Chernobyl e praticamente com as mãos nuas taparam o reator destruído”, assinala a mensagem de Yanukovich, divulgada pelo site da Presidência.

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“Estes homens salvaram o mundo de uma catástrofe até maior, e estamos agradecidos por isso”, acrescentou o presidente ucraniano.

“Me dói que o Estado não possa agradecer-lhes dignamente por sua vitória. Mas faremos todo o possível para aliviar e melhorar suas vidas”, ressaltou.

O presidente ucraniano indicou que o país está comprometido para que Chernobyl não seja um “fator de medo e instabilidade para o mundo”.

Os atos referentes à tragédia de Chernobyl começaram na madrugada desta terça-feira com uma cerimônia religiosa em memória das vítimas da maior catástrofe na história do uso pacífico da energia nuclear.

(com Agência EFE)

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