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Presidente tunisiano procura relançar União do Magrebe Árabe em Argel

Argel, 12 fev (EFE).- O presidente tunisiano, Moncef Marzouki, chegou neste domingo a Argel em visita oficial de dois dias para relançar o projeto da União do Magrebe Árabe (UMA), estagnado há 18 anos.

Acompanhado de uma significativa delegação ministerial, o chefe do estado tunisiano concluirá na Argélia viagem que começou na quinta-feira passando por Marrocos e Mauritânia.

Uma fonte diplomática argelina citada pela agência de imprensa oficial ‘APS’ expressou que a visita é ‘uma oportunidade de construir a UMA’ e ‘reafirmar as relações de fraternidade, boa vizinhança e cooperação’ entre Argélia e Tunísia.

Fundada em 17 de fevereiro de 1989 em Argel, a UMA é formada por cinco países norte-africanos: Argélia, Tunísia, Marrocos, Líbia e Mauritânia.

A união não funcionou devido à disputa territorial existente entre Argélia e Marrocos pelo Saara Ocidental e a última cúpula de chefes de estado da UMA remonta a 1995.

Argel apoia a opção da realização de um plebiscito de autodeterminação sobre a independência da antiga colônia espanhola, enquanto Rabat reivindica a soberania plena e total sobre o território e propõe ampla autonomia.

As relações entre Argélia e Marrocos estão complicadas desde 1994, quando o primeiro país fechou as fronteiras terrestres com o segundo. Situação que perdura até hoje.

A Primavera Árabe de 2011, que afetou diretamente Líbia e Tunísia e que no Marrocos favoreceu a chegada ao Governo da corrente islâmica, renovou as expectativas da criação da UMA.

Esse foi um dos temas principais da celebração na Tunísia do primeiro ano do triunfo da revolta que acabou com o regime do presidente Zine el Abidine Ben Ali.

Coincidindo com as cerimônias oficiais programadas pelas novas autoridades tunisianas, em 14 de janeiro se reuniram na capital do país quatro dos cinco chefes de Estado da UMA, Marzouki, Abdelaziz Bouteflika (Argélia), Mustafa Abdul Jalil (Líbia) e Mohammed Ould Abdelaziz (Mauritânia).

Em seus discursos, os quatro dirigentes insistiram na necessidade de avançar no desenvolvimento deste projeto norte-africano. EFE