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Presidente sírio nega ter ordenado repressão violenta aos protestos

Washington, 7 dez (EFE).- O presidente da Síria, Bashar al Assad, negou firmemente que tenha partido dele as ordens de repressão violenta contra os opositores que reivindicam sua renúncia em entrevista exclusiva à rede de TV americana ‘ABC’ divulgada nesta quarta-feira.

Durante a conversa com a jornalista Barbara Walters, Assad afirma que a maioria das pessoas que morreram durante os últimos meses na turbulência política na Síria foram seus simpatizantes e soldados do Governo.

Ele despreza os pedidos de renúncia e minimiza a importância das sanções impostas à Síria pela Liga Árabe e países aliados dos Estados Unidos.

Barbara rebate o presidente sírio dizendo que ela mesma viu fotografias de crianças detidas e ouviu relatos de civis torturados e assassinados por parte das forças de segurança.

‘Para ser franco com a senhora, eu não acredito no que está dizendo’, responde Assad.

A jornalista americana referia-se especificamente ao caso de Hamza Ali Al-Khateeb, de 13 anos, detido pelas forças de segurança da Síria após um protesto e cujo corpo foi entregue à família baleado, queimado e com os órgãos genitais mutilados. A morte de Katheeb desencadeou uma onda de protestos na Síria.

Na entrevista, Assad nega que o jovem tenha sido torturado e afirma que ele mesmo esteve com o pai de Katheeb quem, em declarações publicadas na Síria, negou que seu filho tenha sido torturado.

Assad culpa pela violência no país os grupos criminosos, extremistas religiosos e terroristas simpatizantes da Al Qaeda que teriam se infiltrado nas manifestações pacíficas.

‘O que a senhora tem que entender é que, se houve (violência), cada ‘reação brutal’ partiu de um indivíduo, não da instituição’, justifica o presidente sírio.

‘Não houve ordens para matar ou atuar com brutalidade’, acrescenta o presidente sírio. ‘Nenhum Governo no mundo mata seu próprio povo, a menos que seja liderado por um louco’, conclui. EFE