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Presidente paraguaio é hospitalizado após reação alérgica

Fernando Lugo sofreu uma inflamação bucal, mas, segundo o boletim médico, o caso não é grave

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em tratamento contra o câncer linfático que foi diagnosticado em agosto, foi hospitalizado esta noite com uma reação alérgica, informaram fontes médicas.

Lugo deu entrada às 17h hora local (18h horário de Brasília) no hospital particular Migone, na capital paraguaia, “por precaução” e, nesta sexta-feira, seu estado será avaliado, informou o médico Alfredo Boccia.

Após cumprir a agenda oficial na residência presidencial, o chefe de Estado foi para o hospital depois de sofrer uma inflamação bucal e, segundo Boccia, já se encontra em bom estado e seu caso não é grave.

“Pela manhã, recebeu uma pequena injeção de anestesia local por um quadro odontológico leve que, aparentemente, acabou gerando uma reação alérgica”, reiterou o médico.

Lugo, de 59 anos, apresentou esta sensibilidade seis dias depois da terceira sessão de quimioterapia à qual foi submetido na sexta passada, no Brasil.

“Dado que está no período de diminuição das defesas do organismo, o presidente foi submetido a uma série de exames, entre eles coletas de material, tomografias e análise de sangue para descartar alguma infecção incipiente”, disse Boccia em entrevista coletiva.

“Ele foi examinado por especialistas, mas, por precaução, passará a noite no hospital e o veremos amanhã de manhã, para dar alta até meio-dia”, informou.

O médico disse também que ainda não tem todos os resultados das análises e que a tomografia do crânio até o abdômen realizada nesta quinta-feira não revelou nenhuma irregularidade.

“Suas defesas estão medianamente baixas. O número de seus glóbulos brancos é de 3,2 mil, que é inferior ao normal, mas ainda se encontra acima dos níveis de risco”, explicou.

“Ele se encontra bem, comparando com os fatos do Equador”, acrescentou o médico em alusão à situação que enfrenta este país após o protesto de policiais contra o Governo do presidente Rafael Correa.

(com Agência EFE)