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Presidente é agredido onde a Primavera Árabe começou

Milhares de manifestantes de Sidi Buzid protestavam contra a incapacidade de Monsef Mazouki de relançar o país e de aplicar programas de desenvolvimento

Por Da Redação 17 dez 2012, 12h23

O presidente de Tunísia, Monsef Mazouki, foi retirado nesta segunda-feira do centro da cidade de Sidi Buzid – onde começaram as revoltas que forçaram a renúncia em 2011 do então mandatário Zine El Abidine Ben Ali -, após ser interrompido, vaiado e agredido por milhares de manifestantes enquanto discursava. Marzouki não ficou ferido.

Testemunhas informaram que uma “chuva” de pedras e tomates caiu sobre Marzouki, que prometeu um novo governo em seis meses e “programas de desenvolvimento” para a região empobrecida do interior do país, berço da Primavera Árabe. Após o incidente, uma marcha partiu para exigir a renúncia do governo, percorrendo as principais avenidas de Sidi Bouzid.

O presidente do Parlamento, Mustafa Ben Jafar, acabou suspendendo um discurso que havia programado pela comemoração do segundo aniversário do início da revolução tunisiana. Os milhares de participantes reunidos no centro de Sidi Buzid gritavam para ambos dirigentes “degagé” (algo como “sumam”, em francês), uma das palavras de ordem da revolta popular de 2011.

Uma coalizão de partidos de esquerda havia convocado um boicote às homenagens do segundo aniversário da morte do jovem comerciante Mohamed Bouazizi, que ateou fogo ao próprio corpo em dezembro de 2010 depois que a polícia apreendeu seu ponto de venda ambulante, o que provocou protestos que se estenderam por todo o país.

Ozmán Uneis, membro da coalizão da Frente Popular de Sidi Buzid, afirmou que o boicote é em protesto contra “a incapacidade do governo de relançar o país e de aplicar programas de desenvolvimento”. “Desde 2010, nenhum dos governos transitórios foi capaz de melhorar as condições de vida da população, nem acabaram com a corrupção nas regiões desfavorecidas’, acrescentou.

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(Com agência EFE)

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