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Presidente do Sudão aceita independência do sul do país

Um referendo de autodeterminação teve a aprovação de 98,83% dos eleitores

Por Da Redação 7 fev 2011, 16h31

O presidente sudanês, Omar Hassan al Bashir, disse nesta segunda-feira que aceita a decisão de independência do sul do país. Um referendo realizado em 9 de janeiro está prestes a criar um novo país na África e dar início a um novo período de incertezas em uma região crescentemente volátil. O presidente da Comissão Eleitoral do Sudão, Mohammed Ibrahim Khalil, anunciou que 98,83% dos eleitores que participaram do referendo votaram a favor da independência, que será efetiva a partir de 9 de julho.

O referendo estava previsto em um acordo de 2005 que encerrou décadas de guerra civil entre o norte e o sul do país. A expectativa agora é que o país se divida. “Nós aceitamos e recebemos bem esse resultado, porque representa o desejo do povo do sul”, disse Bashir em um pronunciamento na TV, mostrando sua total satisfação pelo trabalho da comissão.

Ele também parabenizou os sudaneses pela participação em uma eleição que qualificou como tranquila e transparente ao extremo, que surpreendeu todos os observadores. “Os resultados do referendo são conhecidos, o o povo do sul escolheu a separação. Estamos comprometidos com a manutenção dos laços entre norte e sul, assim como com a manutenção das boas relações levantadas sobre a cooperação”, acrescentou o presidente.

Centenas de pessoas começaram a se aglomerar nesta segunda-feira, sob o forte calor, na capital do sul, Juba, para celebrar o resultado oficial. Depois do anúncio oficial do resultado do referendo, governos de todo o mundo e entidades multilaterais como a União Africana e a ONU devem reconhecer a independência do sul do Sudão.

Petróleo – As declarações de Bashir devem aplacar temores de que o norte estaria relutante em permitir a independência do sul, uma região rica em petróleo. A maior parte das reservas petrolíferas sudanesas fica no sul, mas a infraestrutura está no norte, o que obrigará a uma cooperação econômica entre os dois países e deve tornar um conflito armado prejudicial para ambos os lados.

Bashir deixou claro que ninguém terá dupla nacionalidade (do norte e do sul), apesar de esse princípio estar permitido na Constituição – o que mostra a relação desconfortável que os dois países terão após a separação.

Ainda há disputas bilaterais a respeito da demarcação da fronteira – área na qual há grandes reservas de petróleo -, de concessão de cidadania, de divisão dos preciosos recursos hídricos do Nilo e das reservas de petróleo, e da posse da região de Abyei, reivindicada por ambas as partes.

(Com agências Reuters e EFE)

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