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Presidente do Iêmen defende transição com eleições

Por - 25 set 2011, 16h58

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, alvo de uma revolta popular que exige sua demissão, disse neste domingo que aceita uma transição com base na iniciativa das monarquias do Golfo, mas através de eleições.

“Falamos em várias ocasiões sobre uma transição pacífica do poder, através das urnas”, destacou Saleh, convidando a oposição parlamentar ao diálogo com o vice-presidente, Abd Rabo Mansur Hadi, encarregado de negociar e de firmar o plano do Golfo para resolver a crise.

O presidente iemenita sempre se negou a firmar o plano do Golfo, que prevê sua demissão em troca de imunidade, apesar de manifestar seu “compromisso” com a iniciativa.

Saleh fez neste domingo o primeiro discurso desde que regressou ao Iêmen, na sexta-feira, após mais de três meses na Arábia Saudita para tratamento médico.

O presidente iemenita foi hospitalizado devido aos ferimentos que sofreu no ataque contra o Palácio Presidencial de Sanaa, no dia 3 de junho passado.

O plano do Golfo, elaborado com o apoio de Estados Unidos e União Europeia, prevê a demissão de Saleh e a formação de um governo de reconciliação.

Sua aplicação deve levar a eleições presidenciais antecipadas e a uma transição pacífica e democrática do poder.

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