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Presidente chinês faz apelo por diálogo entre EUA e Coreia do Norte

Em cúpula com presidente da Coreia do Sul, Xi Jinping disse que os dois países devem colaborar para americanos e norte-coreanos 'manterem ímpeto de diálogo'

Por Reuters - 23 dez 2019, 09h02

O presidente chinês, Xi Jinping, expressou nesta segunda-feira, 23, preocupações com a crescente tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, pedindo que Washington e o regime de Pyongyang mantenham o “ímpeto do diálogo”.

“Há muitas pessoas preocupadas com a situação tensa na península coreana”, disse Jinping ao presidente sul-coreano, Moon Jae-in, durante cúpula em Pequim, segundo a porta-voz de Moon, Ko Min-jung.

“China e Coreia do Sul devem reunir forças para ajudar a Coreia do Norte e os Estados Unidos a manterem o ímpeto de diálogo”, afirmou o presidente chinês.

A Coreia do Norte determinou um prazo de final de um ano para os EUA mudarem o que o país asiático classifica como uma política de hostilidade, em meio a um impasse nos esforços para fazer progressos em sua ameaça de pôr fim ao programa nuclear de Pyongyang e estabelecer uma paz duradoura.

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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente americano, Donald Trump, se encontraram três vezes desde junho de 2018, mas não houve um avanço substantivo no diálogo, já que a Coreia do Norte exigiu que as sanções internacionais severas sejam suspensas primeiro.

No sábado, a mídia estatal da Coreia do Norte disse que os EUA “pagarão caro” por questionar a situação dos direitos humanos no país e que as “palavras mal-intencionadas” de Washington só agravarão as tensões na Península Coreana.

A China é a maior fiadora diplomática e parceira comercial da Coreia do Norte, e Moon Jae-in levou sua mensagem a respeito da importância das conversas diretamente a Xi Jinping. “É mais importante do que tudo manter o ímpeto do diálogo entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos”, disse o sul-coreano.

Mais cedo, o escritório de Moon informou que ele disse que a suspensão das conversas entre Pyongyang e Washington e o aumento das tensões não são benéficos para a Coreia do Sul, a China ou a Coreia do Norte.

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