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Presidente argentina recupera-se bem da cirurgia

Por daniel vides 5 jan 2012, 15h35

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, recuperava-se bem nesta quinta-fera, sem complicações e de “bom ânimo”, da cirurgia a que foi submetida na quarta-feira para a retirada de um câncer da tireoide, ao mesmo tempo em que dezenas de seguidores prosseguiam em vigília diante do hospital onde está internada.

Cristina Kirchner, de 58 anos, está “cumprindo o primeiro dia de pós-operatório sem complicações. Os controles clínicos e os exames de laboratório realizados estão dentro dos parâmetros normais”, segundo o boletim médico lido pelo porta-voz da presidência Alfredo Scoccimarro, no portão de entrada do hospital Austral, particular, na cidade de Pilar (50 km ao norte de Buenos Aires).

Segundo o informe, a chefe de Estado “descansou normalmente durante a noite, já começou a se alimentar e a caminhar”.

Dezenas de jovens expressaram muita alegria com a leitura do informe médico.

“Força Cristina” e “Avanti morocha” (avante morena), dizem algumas das faixas colocadas em torno das instalações do moderno centro de saúde.

A cirurgia durou três horas e meia e consistiu na extirpação da glândula tireoide (tireoidectomia total).

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A presidente está internada no segundo andar da clínica sendo acompanhada por seus filhos Maximo (32 anos) e Florencia (24), assim como pela mãe e a cunhada e ministra da Ação Social, Alicia Kirchner, irmã do falecido Néstor Kirchner.

A internação vai até sábado próximo e o período de convalecença deve ser concluído no dia 24 de janeiro.

A cirurgia programada foi realizada menos de um mês depois da posse, no dia 10 de dezembro, para o segundo mandato, que vai até 2015, depois da reeleição, em outubro, com 54,11% dos votos.

A chefe de Estado dará continuidade à recuperação em sua residência, na vila turística de El Calafate (Patagônia, sul).

Cristina Kirchner recebeu numerosas mensagens de apoio, entre outras do ex-presidente do Brasil Luiz Inacio Lula da Silva, em tratamento de um câncer de laringe, e do ex-jogador Diego Maradona, que disse ter brindado com champagne o sucesso da operação.

Cristina Kirchner e Lula, assim como a atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff; o da Venezuela, Hugo Chávez, e o do Paraguai, Fernando Lugo, são cinco líderes latino-americanos que sofrem ou sofreram de câncer desde 2009.

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