Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Premiê turco ameaça usar força para encerrar protestos em até 24 horas

Governo estuda ainda realizar consulta popular sobre destruição de parque, motivo original de manifestações que se tornaram grande ato contra o autoritarismo

Por Da Redação
12 jun 2013, 20h29

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, optou por um discurso forte contra os manifestantes nesta quarta-feira. Ele ordenou ao ministro do Interior que atue para encerrar os protestos em 24 horas. O ultimato fez aumentar a tensão em Istambul depois de uma manhã relativamente. “Nós não respondemos a socos com socos. De agora em diante, nossas forças de segurança vão responder de forma diferente. Esse assunto estará terminado em 24 horas”, disse Erdogan depois de uma reunião com um grupo de ativistas. Um dos líderes do movimento, Eyup Muhcu, disse ao jornal britânico The Guardian que os participantes do encontro são alinhados com o governo.

aiba mais: Para governo alemão, Turquia manda ‘sinal errado’ sobre protestos

O vice-presidente do islamista Partido da Justiça e do Desenvolvimento ( AKP), o partido do premiê Erdogan, afirmou que está em estudo uma consulta popular a respeito dos planos de urbanização do Parque Gezi, motivo original dos protestos. Huseyin Celik disse esperar que o “gesto de boa vontade” resulte na liberação da áres. “Aqueles que queiram provocar e continuar no parque vão enfrentar a polícia”, disse.

Continua após a publicidade

O parque fica nas imediações da Praça Taksim, que se transformou no centro dos protestos contra o autoritarismo do governo de Erdogan. No dia 28 de maio, um pequeno grupo de moradores tentou impedir que as árvores do parque fossem derrubadas para dar lugar a um shopping e a uma réplica de um quartel-general do Império Otomano. A passeata inicial tornou-se um movimento em massa contra decisões que passaram a ditar os costumes da população turca, provando que a imagem da Turquia como exemplo de democracia com governo islâmico não passava de fantasia.

Leia também:

Leia também: Erdogan ameaça manifestantes: ‘Acabou a tolerância’

Continua após a publicidade

As declarações hostis do primeiro-ministro contrastam com a linguagem mais conciliatória adotada pelo presidente Abdullah Gul, que defende o diálogo com os manifestantes. “Se as pessoas têm objeções então devemos dialogar com elas. É nosso dever ouvir o que elas têm a dizer”. Assim como Erdogan, o presidente Gul também fundou e é ligado ao AKP, o que abre espaço para especulações sobre a possibilidade de uma guerra de poder na cúpula do partido que governa o país há uma década.

Caio Blinder: O ‘laboratório’ está pegando fogo nas disputas de seculares X islamistas

A agência de notícias oficial Anadolu afirma que manifestações a favor do premiê serão realizadas pela comunidade turca na sexta-feira, em países como Macedônia, Kosovo, Bulgária e Albânia. Enquanto isso, o Parque Gezi voltou a ser ocupado na noite desta quarta. Milhares de advogados organizaram marchas em várias cidades contra a prisão de colegas durante protestos. A rede de TV canadense CBC informou que dois repórteres foram detidos. O chanceler do Canadá, John Baird, expressou sua preocupação com os jornalistas ao embaixador turco, informou a emissora.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.