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Premiê tunisiano é a favor da pena de morte para Ben Ali

'Jamais um chefe de estado abandona seu cargo e foge, e por isso seu castigo deve ser a forca', diz Beji Caid Essebsi em pronunciamento na TV

O primeiro-ministro tunisiano, Beji Caid Essebsi, disse nesta sexta-feira que o ditador deposto Zine El Abidine Ben Ali merece ser castigado com a pena de morte. Em seu primeiro discurso à televisão, Essebsi disse que Ben Ali “cometeu erros que o tornam culpado de traição à nação”, e que “jamais um chefe de estado abandona seu cargo e foge, por isso seu castigo deve ser a forca”. Ben Ali, que saiu do país em 14 de janeiro, está atualmente refugiado na Arábia Saudita.

Essebsi acrescentou que no próximo domingo será anunciada a composição do novo Governo de transição, que, segundo ele, será “100% tunisiano, sem a presença estrangeira”, em referência às críticas da oposição a vários ex-ministros que se incorporaram ao Executivo logo após sair da França, onde viviam.

“A prioridade do novo Governo é o restabelecimento da segurança para que o país recupere um ritmo normal”, afirmou o primeiro-ministro. Ele reconheceu que “a segurança não é um assunto fácil de tramitar, sobretudo quando há fissuras e desequilíbrios”.

Ao mesmo tempo, o chefe do Executivo de transição alertou a seus concidadãos que a tarefa que tem pela frente é longa e complexa, por isso pediu a eles que não esperem “que os assuntos se resolvam em dias, semanas ou meses”. Além disso, Essebsi afirmou que seu Governo se ocupará de investigar os abusos de poder e assegurou “que os culpados serão julgados de acordo com a lei”.

(Com agência EFE)