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Premiê diz que Canadá ‘não vai se intimidar’ com ataques

Em pronunciamento, Stephen Harper referiu-se a atirador como ‘terrorista’. Não está descartado o envolvimento de mais de uma pessoa no atentado

Por Da Redação 22 out 2014, 22h44

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, fez um pronunciamento na noite desta quarta-feira sobre o ataque contra um soldado e contra o Parlamento em Ottawa. Ele descreveu o atentado como “brutal e violento” e referiu-se ao atirador como “terrorista”.

“Nos próximos dias vamos saber mais sobre o terrorista e quaisquer cúmplices que ele tenha tido, mas os eventos desta semana são um lembrete amargo de que o Canadá não está imune aos tipos de ataques terroristas que temos visto em outras partes do mundo”, ressaltou. “Mas que não haja dúvidas: não vamos nos intimidar. O Canadá nunca será intimidado”.

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Harper disse que os ataques vão levar o país a redobrar os esforços para conter ameaças e manter a população em segurança. “Ataques contra nosso pessoal de segurança e nossas instituições governamentais são, por sua natureza, ataques contra o nosso país, nossos valores, nossa sociedade”, disse. “Juntos vamos continuar vigilantes contra aqueles em território nacional e no exterior que queira nos prejudicar”.

O premiê também expressou solidariedade à família do soldado Nathan Cirillo, “morto a sangue frio”. Ele foi baleado quando trabalhava no Memorial de Guerra Canadense, perto do prédio do Parlamento.

Reinaldo Azevedo: Suspeito principal: Estado Islâmico

Como a fala de Harper indicou, ainda não foi oficialmente descartada a hipótese de que mais de um atirador estava envolvido nos ataques desta quarta-feira. Também não está claro se o mesmo homem que invadiu o Parlamento foi o mesmo que atirou contra o soldado.

Suspeito – Um suspeito foi identificado por fontes canadenses e americanas como Michael Zehaf-Bibeau, nascido em 1982 e convertido ao Islã. Seu nome original seria Michael Joseph Hall. Ele teve seu passaporte confiscado pelas autoridades canadenses porque havia indícios de que poderia deixar o país para cometer crimes no exterior.

Na segunda-feira, um canadense recém-convertido ao Islã atropelou dois soldados canadenses em Quebec, provocando a morte de um deles. Segundo as autoridades, Martin Rouleau, de 25 anos, estava sendo monitorado por estar em contato com grupos radicais.

(Com agência Reuters)

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