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Prefeito de Londres é suspeito de desviar verbas destinada aos sem-tetos

Londres, 9 abr (EFE).- Organizações beneficentes suspeitam que o prefeito de Londres, Boris Johnson, tenha desviado fundos destinados aos moradores de rua no valor de 6,4 milhões de euros para outros fins não especificados, informou nesta segunda-feira o jornal ‘The Guardian’.

Segundo o jornal britânico, a quantia anunciada não está incluida no orçamento atribuído ao prefeito londrino pelo Executivo de coalizão para seu programa de apoio às pessoas sem lar.

O Governo de David Cameron transferiu um total de 41 milhões de euros a Johnson para financiar um programa de serviços de ajuda aos moradores de rua até 2015, pouco mais de 10,3 milhões de euros por ano.

Durante 2011-2012, o primeiro ano desse programa governamental, a despesa destinada aos sem-teto foi de 9,1 milhões de euros, um número menor do que os 10,3 milhões de euros anuais.

Apesar de Johnson ter dito que reinvestirá a soma não utilizada nas contas do ano de 2012-2013, o orçamento do prefeito londrino, segundo o ‘The Guardian’, preve o investimento de 25,4 milhões de euros no programa até 2015, o que daria um total de 34,6 milhões de euros, uma quantia bem menor ao valor repassado por Cameron.

Em carta conjunta enviada ao prefeito por algumas organizações beneficentes, que foi coonsultada pelo jornal britânico, as instituições falam de um ‘recorte’ de 16% nos fundos destinados aos moradores de rua.

Anteriormente, Johnson, candidato a reeleição, tinha prometido que até o final deste ano ninguém estaria dormindo nas ruas da capital britânica. Em 2009, o prefeito estabeleceu um grupo para coordenar atividades de ajuda às pessoas sem-teto em Londres e, por conta desse projeto, ele recebeu a quantia de 41 milhões de euros.

Mesmo com a denúncia, um porta-voz da campanha de Johnson para prefeito afirmou ao ‘The Guardian’ que o prefeito ‘se comprometeu em investir 11,5 milhões de euros aos moradores de rua para 2012-2013’ e lembrou que o programa criado pelo político ‘ajudou mais de 800 pessoas em um ano’. EFE