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Prédio da Cruz Vermelha é atingido por ataques russos em Mariupol

Organização confirmou que dois ataques diferentes atingiram estrutura nas últimas semanas; todos os suprimentos foram entregues no início de março

Por Matheus Deccache 30 mar 2022, 16h11

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha confirmou que um de seus armazéns na cidade de Mariupol, na Ucrânia, foi atingido por dois ataques militares, como mostram imagens de satélite feitas pela empresa americana Maxar Technologies.

Nesta quarta-feira (30), o Batalhão de Azov, milícia ultranacionalista integrada às Forças Armadas ucranianas, afirmou em seu canal do Telegram que a estrutura havia sido atingida por ataques russos e publicou uma imagem do complexo como evidência. 

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De acordo com a Maxar, o armazém foi atingido inicialmente em seu extremo norte em algum momento entre os dias 19 e 22 de março e um segundo ataque atingiu o extremo sul entre 23 e 26 do mesmo mês. Dados de satélites da NASA também confirmam que várias explosões ocorreram na região nesse período. 

Em entrevista à CNN, o porta-voz da Cruz Vermelha, Jason Straziuso, disse que não há mais funcionários no terreno, o que dificulta a exatidão no número de mortos e feridos, mas afirmou que todos os suprimentos de ajuda do armazém foram distribuídos.

Ao longo do último mês, membros da organização estão impossibilitados de ajudar os civis devido à falta de garantias de segurança e a equipe da Cruz Vermelha em Mariupol precisou deixar a cidade por meios próprios. 

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“Apesar das enormes necessidades locais, não temos sido capazes de fornecer mais abastecimentos devido a combates intensos e à ausência de um acordo entre os dois lados para garantir a passagem segura da assistência humanitária”, disse a Cruz Vermelha. 

A comissária dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Liudmyla Denisova, pediu que a comunidade internacional condene o bombardeio do prédio e disse que “esse é mais um crime de guerra do exército russo de acordo com o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional e uma violação grosseira das Convenções de Genebra de 1949”.

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A situação de Mariupol, com cerca de 400.000 habitantes antes da guerra, é a mais grave do ponto de vista humanitário desde o início do conflito, em 24 de fevereiro. Autoridades ucranianas estimam que centenas de milhares de moradores estejam presos sob bombardeios e sem acesso a comida, água, energia elétrica e aquecimento. 

A metrópole é alvo central na guerra de Vladimir Putin na Ucrânia – fornecendo uma ligação terrestre entre as forças russas na Crimeia, a sudoeste, e territórios controlados pela Rússia ao norte e leste.

De acordo com a organização internacional Human Rights Watch, mais de 200.000 pessoas seguem presas na cidade em uma condição descrita como uma “paisagem infernal congelante, repleta de cadáveres e prédios destruídos”.

 Além dos ataques a civis, a Ucrânia acusa Moscou de bloquear as vias de acesso para que comboios de suprimentos possam entrar na cidade, algo que o Kremlin nega. Na última segunda-feira, a Rússia emitiu um ultimato para que Mariupol se rendesse, que foi ignorado por Kiev. O comando militar do Kremlin alertou as autoridades em Mariupol que eles tinham até as 5h de 21 de março para responder a oito páginas de demandas.

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