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Pré-candidatos republicanos querem Cuba livre, mas não explicam como

Os quatro pré-candidatos à indicação presidencial do Partido Republicano disseram na segunda-feira em um debate na Flórida, sede do exílio cubano, que querem uma Cuba livre do regime castrista, mas não explicaram como buscariam este objetivo se chegassem à presidência.

Mitt Romney disse que, no caso de uma Cuba sem os irmãos Castro, “trabalharia de forma agressiva com a nova liderança para avançar em um grau mais amplo”, indicou o ex-governador de Massachussets, lembrando a recente morte por greve de fome do dissidente cubano preso Wilman Villar Mendoza.

Romney acusou o ex-presidente democrata Barack Obama de “assumir um caminho perigoso com Cuba ao dizer que iremos flexibilizar as regulações. Nós queremos permanecer com as pessoas que querem a liberdade, queremos ir em frente sem dizer que perdemos, mas dizendo que vamos lutar pela democracia’, afirmou o aspirante à Casa Branca.

O ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, primeiro em várias pesquisas após sua vitória no sábado na primária republicana da Carolina do Sul, disse que utilizaria operações secretas e outros meios para derrubar o regime de Castro.

“Está falando de comprometer o exército dos Estados Unidos?”, perguntou o moderador do debate realizado na Universidade do Sul da Flórida, em Tampa (centro).

“Não. Estou falando sobre o uso de todos os meios, incluindo as operações ‘ocultas’, para maximixar a distância”, respondeu.

Segundo Gingrich, sua ideia é fazer “o que Ronald Reagan, o Papa João Paulo II e Margaret Thatcher fizeram com o império soviético: reunir todos os ativos que temos para reduzir ao mínimo a ditadura e maximizar as possibilidades de liberdade em Cuba”, disse.

O ex-senador Rick Santorum afirmou, por sua vez, que para os Estados Unidos era importante manter acordos com Cuba, mas acrescentou que não contemplava uma relação antes que Fidel Castro e seu irmão abandonem o poder.

Finalmente, Ron Paul disse que preferia ver o povo cubano alcançar sua própria liberdade sem a intervenção dos Estados Unidos.