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Povo contorna proibição e realiza novos protestos na Síria

O governo responde com mais violência e seis pessoas morrem

A oposição ao regime sírio de Bashar Al Assad manteve sua convocação para novos protestos nesta sexta-feira, batizada pelos militantes de “dia do desafio”, apesar da proibição anunciada pelo ministério do Interior. Em resposta, tropas do governo entraram em choque com os manifestantes em Damasco, com trocas de pedras e bombas de gás lacrimogêneo. Na cidade de Homs, cinco pessoas já morreram nesta sexta-feira quando as tropas do governo abriram fogo contra a multidão. Em Hama, mais uma morte foi reportada.

“Cinco corpos foram recolhidos da área de Bab al-Sibaa. Havia muitos manifestantes feridos. Milhares ainda estão marchando pacificamente em outras partes de Homs”, disse um ativista de direitos humanos. Os choques entre forças policiais e manifestantes tomaram também os bairros de Irbin, Saqba e Douma, em Damasco. Desde o início da repressão, em meados do mês passado, morreram na Síria 565 civis e mais de uma centena de membros do Exército e das forças de segurança, segundo os últimos dados do Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Pelo menos 2.500 pessoas teriam sido presas no que instituições de direitos humanos chamaram de “massacre”.

Convocação – “Hoje é a sexta-feira do desafio. É uma mensagem a todos os que têm consciência da situação. Não nos mexeremos. Nos sacrificaremos pela liberdade, a dignidade e o orgulho”, afirma o texto publicado no site The Syrian Revolution 2011, criado por jovens militantes. O Ministério do Interior havia pedido em um comunicado à população que não participasse de manifestações ou vigílias, para que a “estabilidade e a segurança” retornem e para “ajudar as autoridades a cumprirem com sua missão”. O órgão também indicou ter “libertado 361 pessoas que se renderam à polícia”.

(Com agência EFE)