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Potências acertam plano para ‘cessar hostilidades’ na Síria

Acordo anunciado por Estados Unidos, Rússia e ONU também prevê o envio de ajuda humanitária para os civis afetados pelo conflito, que já causou mais de 250 mil mortes

Por Da Redação 11 fev 2016, 23h22

As grandes potências reunidas para debater o conflito na Síria concordaram nesta quinta-feira com um plano para “cessar as hostilidades” na região em uma semana e acelerar o envio de ajuda humanitária para a população civil. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano John Kerry, ao final de um encontro do Grupo Internacional de Apoio à Síria, em Munique.

“É um plano ambicioso, mas todos estão determinados a agir o mais rápido possível para tentar alcançá-lo”, afirmou Kerry, ao lado do ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

O acordo prevê que um cessar-fogo comece em uma semana, após o aval do regime sírio e dos grupos de oposição. O plano não inclui o fim dos combates contra os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente Nusra, que atuam no conflito sírio.

Kerry ressaltou que o verdadeiro teste para o plano será se as partes envolvidas vão honrar o compromisso. “O que temos agora são palavras em um papel. O que nós precisamos ver nos próximos dias são ações concretas.”

O encerramento parcial das hostilidades na Síria busca estabelecer o primeiro passo para uma trégua de longo prazo no conflito, que possibilitaria novas tentativas de negociações de paz entre o regime sírio e os grupos de oposição. A guerra na Síria começou em 2011 e já provocou a morte de mais de 250 mil pessoas, além de forçar a fuga de centenas de milhares de refugiados.

Rússia – Os esforços por uma trégua na Síria se intensificaram nas últimas semanas, depois que as tropas do ditador Bashar Assad voltaram a ganhar terreno em Aleppo com a ajuda dos ataques aéreos da aviação russa. O avanço das forças do governo provocou novos deslocamentos internos na Síria e o sítio imposto por Assad a cidades controladas por rebeldes expôs a população civil à fome extrema. Os Estados Unidos acusam a Rússia de atacar grupos moderados da oposição síria para fortalecer Assad, um aliado de Moscou.

(Da redação)

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