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Possibilidade de terrorismo em tiroteio na Califórnia não está descartada, diz Obama

Segundo o presidente, os legisladores americanos têm de trabalhar para impedir ataques que atualmente são “muito fáceis” de serem realizados

Por Da Redação - 3 dez 2015, 14h40

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nessa quinta-feira que o tiroteio que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, na tarde de quarta-feira pode estar relacionado a terrorismo, mas ressaltou que as autoridades ainda não apontaram com certeza as motivações por trás do incidente. “É possível que esteja relacionado a terrorismo, mas ainda não sabemos. É também possível que esteja realcionado a conflitos no ambiente de trabalho”, disse Obama.

Falando de seu gabinete, na Casa Branca, o presidente também atribuiu a responsabilidade por ataques como o de San Bernardino a todos os americanos, que, segundo ele, sentem “como se não tivessem nada a ver com isso”. “Todos nós temos um papel a desempenhar”, disse, afirmando que os cidadãos de seu país não podem deixar problemas como esse somente nas mãos dos políticos.

Obama ressaltou também que é importante que os legisladores americanos trabalhem para dificultar e impedir que tragédias como essa ocorram com tanta facilidade. “Para que quando um indivíduo decida que quer fazer mal a alguém, seja mais difícil para ele realizar a ação. Porque agora é simplesmente muito fácil”, afirmou.

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Após a declaração de Barack Obama, a Casa Branca emitiu uma ordem pedindo que todas as embaixadas e edifícios públicos e militares posicionem a bandeira dos Estados Unidos a meio mastro, em homenagem às vítimas do tiroteio de quarta-feira.

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Atiradores – A polícia de San Bernardino identificou um homem e uma mulher suspeitos de serem os autores do ataque ao centro de assistência para pessoas com necessidades especiais que deixou 14 mortos e 17 feridos. Segundo o chefe de polícia local, Syed Farook, um homem de 28 anos e de nacionalidade americana, trabalhava como inspetor de saúde há cinco anos no Inland Regional Center, onde ocorreu o massacre.

O atirador chegou a comparecer em uma confraternização de final de ano que acontecia no local na quarta-feira, mas teria deixado o prédio “enfurecido” e retornado momentos depois armado e junto com sua parceira, Tashfeen Malik, de 27 anos e de nacionalidade desconhecida, para iniciar o ataque. O casal portava rifles de assalto e pistolas, e os agentes encontraram três artefatos explosivos no local.

(Da redação)

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