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Possibilidade de impeachment preocupa Trump, diz CNN

Denúncias de ex-advogado do presidente continuam, enquanto a futura maioria democrata na Câmara aumenta os rumores de processo

Na segunda-feira 10, Donald Trump minimizou os pagamentos relatados por seu ex-advogado, Michael Cohen, à estrela pornô Stormy Daniels e à ex-modelo da Playboy Karen McDougal em troca do silêncio de ambas sobre supostas relações com o então candidato, durante a campanha de 2016. Ele reconheceu que ressarciu Cohen pelo pagamento de 130.000 dólares às mulheres, no que chamou de “simples transação particular”, mas negou envolvimento com elas.

Um dia antes, parlamentares democratas declararam que o presidente americano pode enfrentar impeachment e até mesmo ser condenado à prisão se as transações violarem leis de financiamento de campanha.

Uma fonte próxima ao republicano contou ao CNN Monday que o presidente demonstrou preocupação sobre a possibilidade de sofrer impeachment, já que os democratas serão maioria na Câmara dos Deputados a partir de janeiro, depois da vitória nas eleições de meio de mandato em novembro passado.

Conversas sobre a possível cassação têm aumentado nos últimos dias graças a novos documentos de promotores nova-iorquinos. Neles, a justiça americana alega pela primeira vez que Cohen estava seguindo ordens de Trump durante a campanha presidencial de 2016. As primeiras revelações vieram à tona em agosto, depois do acordo de delação premiada do advogado.
De acordo com a lei americana, contribuições de campanha, definidas como valores doados para influenciar uma eleição, devem ser declaradas. Estes pagamentos são limitados a 2.700 dólares por pessoa.

O futuro presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jerry Nadler, disse no domingo que as alegações, se comprovadas, podem constituir “infrações dignas de impeachment”. Seu colega democrata no Comitê de Inteligência, o deputado Adam Schiff disse que Trump poderia ser indiciado ao deixar o cargo e poderia “enfrentar a possibilidade real de ser preso”.