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Portugal suspende uso obrigatório de máscaras em locais abertos

Parlamento aprovou a medida após mais de 80% da população estar completamente imunizada; números de casos e mortes passam por queda expressiva

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 set 2021, 14h22 | Atualizado em 13 set 2021, 14h22
Portugal suspende uso obrigatório de máscaras em locais abertos Priorizar nos meus resultados Google

O governo de Portugal suspendeu nesta segunda-feira, 13, a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos após mais de 80% da população já terem sido completamente imunizados. No entanto, o uso permanece obrigatório em locais fechados, além da recomendação em situações específicas, como aglomerações e lugares onde o distanciamento social pode não ser devidamente respeitado.

A medida ocorre alguns dias após brasileiros serem autorizados a entrar no país sem a necessidade de cumprir quarentena obrigatória. Pelas regras atuais, turistas que chegam do Brasil precisam apenas apresentar um teste negativo para a Covid-19 antes do embarque.

O Parlamento português optou por encerrar o uso obrigatório de máscaras, que estava em vigor desde outubro de 2020, devido à queda expressiva no número de casos e mortes e ao avanço da campanha de vacinação. Até esta segunda, Portugal é o país que mais imunizou completamente a sua população no mundo: 80,78% dos portugueses completaram o ciclo vacinal e 87% já receberam ao menos a primeira dose. 

A orientação divulgada pela Direção Geral da Saúde (DGS), porém, orienta que a máscara ainda seja utilizada em eventuais aglomerações e em situações em que o distanciamento social pode não ser respeitado. Além disso, pessoas vulneráveis, com sintomas da doença ou que tiveram contato com algum infectado pela Covid-19 também devem continuar a utilizá-la.

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Com o retorno às aulas presenciais após as férias de verão, cerca de 1,2 milhão de alunos começarão o ano letivo na próxima terça-feira. De acordo com a DGS, a máscara continua sendo obrigatória para crianças acima de 10 anos e “fortemente recomendada” para crianças entre os 6 e 9 anos. 

Foram flexibilizadas também algumas medidas em relação a casos leves, de forma a evitar que turmas inteiras tenham as aulas interrompidas. Alunos considerados de baixo risco podem sair da quarentena caso o teste dê negativo para Covid-19, porém os contatos próximos a eles deverão cumprir o período de 14 dias integralmente. 

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Antes epicentro da pandemia na Europa, Portugal passa por um momento de estabilidade da doença. Na última semana, o país registrou uma média inferior a dez mortes diárias, além de nove dias consecutivos com menos de dois mil casos em 24 horas. Desde o início da propagação do vírus, 1.054.673 portugueses foram infectados e 17.853 morreram. 

A obrigatoriedade do uso de máscara vem sendo flexibilizada em vários países. Na Europa, o Reino Unido tornou sua utilização facultativa desde julho, enquanto a Dinamarca encerrou a obrigação no final de agosto. Já França, Itália e Espanha revogaram a utilização ao ar livre desde junho. 

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Nos Estados Unidos, a propagação da variante Delta obrigou o governo a recuar da decisão de não exigir mais a máscara dois meses após a liberação em espaços abertos. Em Israel a situação é semelhante. Após revogar a obrigação em lugares abertos em abril e em locais fechados em junho, o país precisou voltar a impor a medida devido ao aumento no número de casos.

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