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Portugal investigará morte de brasileira pela Polícia de Lisboa

Policiais atiraram 40 vezes contra o carro em que Ivanice Carvalho da Costa estava ao confundi-lo com veículo de criminosos

Por Da redação Atualizado em 19 mar 2021, 00h51 - Publicado em 17 nov 2017, 12h53

O ministro da Administração Interna de Portugal, Eduardo Cabrita, anunciou nesta sexta-feira que pediu à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) para investigar caso, o qual classificou como “infeliz”, envolvendo a morte de uma brasileira de 36 anos em LisboaIvanice Carvalho da Costa foi alvejada no pescoço pela polícia na quarta-feira de madrugada por agentes que confundiram o veículo onde ela estava com um carro usado para o roubo de um caixa eletrônico.  

“Determinei de imediato a atuação da IGAI”, disse Cabrita a jornalistas, segundo informa o jornal português Correio da Manhã. De acordo com relatos da mídia local, Ivanice estava em um Renault Mégane preto dirigido por seu namorado que, sem carteira de motorista, não obedeceu a ordem dos agentes da  Polícia de Segurança Pública (PSP) de parar. O carro, que foi confundido com um Seat Leon preto usado por criminosos para fugir após o roubo de caixa eletrônico e com o qual os policiais haviam trocado tiros um pouco antes, foi alvejado mais de 40 vezes por disparos dos policiais. 

“A situação infeliz de ontem, ocorrida durante uma perseguição, está sendo investigada pela IGAI, pelas autoridades judiciárias e pelo Ministério Público, e tudo será apurado”, declarou o ministro, de acordo com o jornal Diário de Notícias, sem se alongar mais sobre o caso. “Se determinei abertura de inquérito, seria insensato tirar conclusões em 24 horas”, pontuou. 

Dos sete policiais envolvidos com o caso, seis recebem apoio psicológico da PSP, informou a advogada de três deles, Paula Belo, ao Diário de Notícias. O outro agente, de acordo com a publicação, foi liberado após ficar constatado que ele não participou dos disparos. Nenhum oficial foi suspenso. “Não vejo motivos para a suspensão”, alegou a advogada, que disse que o veículo no qual estava a brasileira, “que foi confundido com o carro do roubo, recusou-se a parar e ainda atropelou uma equipe policial”. 

Família brasileira

Durante a tarde desta quinta-feira, a mãe e familiares de Ivanice, que moram em Amaporã, no interior do Paraná, aguardavam notícias do Consulado do Brasil em Lisboa. “Nossa maior dificuldade é trazer o corpo, pois não temos recursos, condições para isso”, disse a mãe da vítima, Maria Luzia Silva Carvalho da Costa,  à agência Estadão Conteúdo.

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Para ela, as autoridades portuguesas foram as responsáveis pela morte e, por isso, o país europeu deveria arcar com o translado. “Eles foram os culpados pelo crime e deveriam fazer isso, seria um pouco de justiça”, comentou.

Segundo a mãe – que viu Ivanice pela última vez em janeiro de 2008 – a filha estava trabalhando em uma loja no Aeroporto de Lisboa, não tinha filhos e conseguia se manter. “Foi uma injustiça muito grande que fizeram, estamos buscando junto às autoridades do Brasil e Portugal para que algo seja feito”, disse, lembrando que a irmã Célia Maria, que vive em Portugal, está tratando desses contatos com as autoridades.

A família, declarou Célia Maria ao jornal O Globo, vai entrar na Justiça contra o governo português em busca de uma indenização pela morte de Ivanice e para pedir punição aos responsáveis pela tragédia de sua sobrinha. À publicação, ela disse não conhecer o motorista do carro no qual Ivanice estava no momento do incidente. A identidade dele não foi revelada.

(Com Estadão Conteúdo) 

 

 

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