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Porto Rico eleva de 64 para 2.975 número de mortes no furacão Maria

Nova estimativa foi calculada com base no resultado dos estudos comissionados por autoridades locais

Um estudo comissionado pelo governo de Porto Rico e divulgado nesta terça-feira, 28, estima que o furacão Maria, a tempestade mais poderosa a atingir o território em quase 90 anos, provocou quase 3 mil mortes, bem mais que o número oficial de 64.

O relatório indica que 2.975 mortes podem ser diretamente ou indiretamente atribuídas ao Maria a partir do momento em que o furacão atingiu Porto Rico em setembro de 2017 até meados de fevereiro deste ano, com base em comparações entre mortalidades previstas sob circunstâncias normais e mortes documentadas após a tempestade.

O estudo, realizado pela Escola de Saúde Pública do Instituto Milken, da Universidade George Washington, também descobriu que o risco de mortes geradas pelo furacão é consideravelmente mais alto para homens mais velhos e pobres.

O relatório foi realizado em colaboração com a Escola de Saúde Pública da Universidade de Porto Rico e foi comissionado pelo governador de Porto Rico, Ricardo Rossello.

Um estudo anterior de uma equipe de pesquisas liderada pela Universidade Harvard e divulgado em maio estimava que 4.645 vidas foram perdidas por conta do Maria na ilha caribenha. Um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia colocou o número em 1.085.

As respostas de emergência à tempestade se tornaram altamente politizadas conforme o governo Trump era criticado por ter sido lento em reconhecer a gravidade da devastação e em fornecer alívio de desastres para Porto Rico, um território norte-americano de mais de 3 milhões de habitantes.

A tempestade atingiu solo porto-riquenho com ventos de cerca de 241 quilômetros por hora em 17 de setembro e gerou um caminho de destruição pela ilha, causando danos em propriedades estimados em 90 bilhões de dólares e deixando grande parte da ilha sem energia elétrica por meses.